sexta-feira, 29 de junho de 2012

A Rio+20 e o Meio Ambiente



      Gélio Fregapani (membro da Academia Brasileira de Defesa)

O objetivo básico da ONU na Rio+20 era estabelecer uma governança mundial. Queriam o poder de ditar o que nós devemos fazer. Desta vez quebraram a cara. A Eco 92, sob o comando do Collor, nos custara a área ianomâmi. Não sabíamos o que nos custaria a Rio + 20, mas os frustrados foram os ecoxiitas. A maioria dos países não estava em condições de gastar para arrumar o jardim. Todos queriam defender as florestas, mas só as do Brasil. Felizmente o nosso País firmou o pé, em que primeiro deveríamo s erradicar a miséria. Entretanto, a propaganda internacional já convenceu nossa gente que as árvores nativas são mais importantes até do que a comida do pobre. Pode ser que terminem vencendo.
        
Proporcionalmente ás florestas lá existentes, os EUA e o Canadá abatem muito mais matas nativas do que o nosso País. – Isto o Greenpeace oculta. O Canadá, os EUA e até a pequena Finlândia lucram mais com sua indústria madeireira do que o nosso País.
       
Não dá mais para esconder. Está comprovado que a teoria do aquecimento global se baseava em mentiras. O Oceano Ártico realmente está derretendo e aquecendo, mas é um fenômeno cíclico, e a umidade dele causará grandes nevascas nas áreas próximas ao Circulo Artico, que se estenderão mais longe, talvez até a latitude de Nova Iorque. Essa parte vai resfriar. Em compensação as chuvas atingirão os desertos dos 30 graus norte (Sahara, México etc).
     
O “efeito estufa” também é uma balela. Todo o CO² causado pela atividade humana é menor que o causado pelos insetos A taxa de CO2 - 0,034% no ar é  pequena demais para influir no clima. Além do mais, o CO² é o alimento das plantas. Quanto maior a proporção, melhor para elas.

Desmatar é preciso
    
A imprevisão se manifesta agora, na Hidrelétrica do Jirau. Dois milhões de metros cúbicos de madeira e lenha, da área a ser coberta pelas águas, estão destinados a apodrecer, por falta de aproveitamento econômico. Quanto a questão da intocabilidade da mata nativa exigida por papagaios inconscientes, não resiste a um minuto de pensamento lúcido; a substituição que uma parcela dela, (menor do que a área ianomâmi) por plantação de dendê, produziria mais combustíveis (biodiesel etc) do que todo o Oriente Médio. E mais barato.

Acumular energia também é preciso
      

A energia elétrica pode ser produzida de muitas formas , mas uma vez produzida deve ser usada, pois sua acumulação é difícil e dispendiosa. A forma mais fácil e mais barata de acumular energia (potencial) é a barragem. Os ingênuos ambientalistas talvez não consigam evitar a construção de Belo Monte, mas já conseguiram evitar a construção da barragem prevista, transformando a futura usina praticamente em usina a “fio d´agua”. Com isto funcionará com um terço de sua capacidade em boa parte do ano. Um desperdício que nos custará caro.
  
Na China e na Rússia não tem traíras usando índios e bagres para impedir a utilização correta das fantásticas hidroelétricas. Mais cedo ou mais tarde vamos aprender

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Fato consumado no Paraguai


O noticiário no Brasil afirma que Fernando Lugo foi vítima de um golpe de estado parlamentar, com máscara constitucional, no Paraguai, e que seu substituto, Federico Franco, carece de legitimidade, em razão de que não deve participar da próxima reunião do Mercosul, na Argentina, dia 29.

Com 76 votos a favor e um contra na Câmara dos Deputados e 39 votos a favor no Senado, dois contra e duas abstenções, Fernando Lugo teve seu impedimento declarado sob acusação de ter agido de forma condescendente contra agitadores socialistas infiltrados nas Forças Armadas e subversivos do Exército do Povo Paraguaio, organização responsável por seqüestros e assassinatos.

Dois fatores de análise na situação política atual do Paraguai devem ser considerados: A legitimidade e o consentimento popular e a governabilidade do novo governo.

Em primeiro lugar, a larga margem de votos para a destituição de Lugo e a ausência de uma efetiva resistência popular ao fato indicam que o presidente Federico Franco tem legitimidade e consentimento popular. Esses dois fatores somados podem garantir governabilidade, e é isto que Fernando Lugo, criando um governo paralelo, com apoio de outros governantes da América do Sul, como ocorreu em Honduras, pretende impedir.

Quanto à associação do impedimento de Lugo aos problemas com os “brasiguaios” produtores de milho e soja no Paraguai, que registraram invasões a suas propriedades durante o governo deposto e que agora manifestam seu apoio a Federico Franco, seria prematuro afirmar que participaram da conspiração. Vários desses brasileiros, empresários lá radicados e grandes proprietários de terras, já têm herdeiros naturalizados ou nascidos no Paraguai.

Com sua liderança sobre os demais países da América do Sul e seus empreendimentos conjuntos com o vizinho país, entre os quais a usina hidrelétrica de Itaipu, afora as razões geopolíticas, o Brasil deve agir dentro do tradicional pragmatismo diplomático, pois não lhe interessa criar um foco de problemas perturbadores às relações bilaterais.

Os Estados Unidos e a Alemanha apóiam o novo governo não apenas com base nos seus interesses políticos e econômicos, alguns contrários aos do Brasil, do MERCOSUL e da UNASUL, mas também na idéia de que a estabilidade democrática paraguaia foi assegurada com a destituição de Lugo. Estaria o Brasil disposto a dar murro em ponta de faca? A nova situação política no Paraguai parece-me de um fato consumado.



A distorção da aliança Lula/Maluf na mídia


As revistas e os jornais mais importantes do País destacam em suas manchetes que o acordo entre Lula e Maluf decorre do interesse do Partido dos Trabalhadores para obtenção de mais tempo de televisão no horário de propaganda eleitoral para  seu candidato a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

É o tipo de enfoque da mídia que distorce a realidade substantiva da aliança entre esses que foram dois tradicionais inimigos (mais do que adversários) políticos. O que existe mesmo é o interesse pelo eleitorado enorme que Paulo Maluf ainda detém em todo o Estado de São Paulo, e, de modo especial, na capital paulista, onde ainda existem excelentes marcos da administração malufista.

Esse objetivo de Lula, além de barrar as investidas do candidato tucano José Serra para obtenção do apoio de Maluf, não é explicitado pelo PT por razões óbvias: Seu eleitorado teria dificuldades de assimilar que o candidato de direita execrado pela mídia e acusado de corrupção e lavagem de dinheiro por órgãos internacionais, como a Interpol, e que chegou a amargar dias na prisão, tem muito mais votos do que os petistas.

Pelo prisma do comportamento ético, poucos dos políticos de renome da atualidade brasileira conseguiriam obter uma ficha de bons antecedentes, independentemente do partido a que pertencem.

Assim é que, mesmo tendo “ficha-suja”, Paulo Maluf ainda continua sendo um fenômeno político em todo o Estado de São Paulo e terá  que ser engolido desse jeito pelas esquerdas, na disputa pela prefeitura mais rica da América Latina. Como já disse aqui, é a “ética de resultados” que rege acintosamente a política nacional de hoje.

Mas, pelo que se depreende da enquete (não encerrada) deste blog sobre as consequências dessa aliança  visivelmente oportunista, eleitores esclarecidos não acreditam que Haddad conseguirá vencer as eleições.No máximo, com os votos de apoio dos malufistas menos empedernidos e com mais tempo de televisão, Haddad apenas vai gerar alguma expectativa de conseguir o segundo turno, dependendo do desempenho do candidato Celso Russomano.