quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Nova Intentona Comunista em Marcha Batida

 Torres de Mello
A revolução comunista está em marcha batida, observando os princípios marxista leninistas revestidos da nova concepção filosófica de Gramsci, mas com o mesmo objetivo da conquista do poder e implantação de um Estado Socialista de viés comunista.
Além dos princípios filosóficos que estão sendo amplamente divulgados pela mídia e Instituições, predomina o pragmatismo das lideranças comunistas de que os meios, mesmo que sejam os mais esdrúxulos, justificam os fins. O que importa é a conquista do poder, onde a “nomenclatura ”(grupo de elite fanática pela filosofia marxista leninista) substituirá as Instituições da nossa República Democrática: os poderes legislativo, executivo e judiciário.
Só a “nomenclatura” terá o privilégio de pensar, legislar, de sonhar o bem-estar social, de determinar o coletivismo econômico, da adoção do trabalhador sem patrão, de acabar com a propriedade privada, de restringir as liberdades individuais, de estabelecer o predomínio das classes pobres sobre as demais, da eliminação do lucro nas atividades econômicas... etc..
Para impor-se, a “nomenclatura”, propala a degradação dos princípios éticos e morais, a restrição do direito e liberdade de pensar das pessoas, a desvalorização dos trabalhos honestos, de pesquisa, o incentivo a desordem, incentiva a indisciplina, a criminalidade, a corrupção, a impunidade,  endeusamento  da sexologia com a destruição da instituição família, e tudo mais que destrói uma Nação, a fim de apresentar-se como a única via para retirá-la do caos e implantar uma República Socialista de viés marxista-leninista.
Neste quadro caótico atual, a filosofia de Gramsci, da hegemonia das mentes e ocupação dos pontos chaves da administração do Estado, encontra  um campo, altamente, favorável a sua implantação, com adoção  de um Estado Forte de viés comunista.
Na atual conjuntura nacional assistimos, através da ação deletéria do ministério da educação, a pregação do proselitismo ideológico comunista, em todos os níveis escolares, o executivo atuando nos  39 ministérios, com 23 mil cargos comissionados ocupando os pontos chaves  da administração do País e ao mesmo tempo que fragiliza as principais Instituições que poderão frustrar a sua  marcha batida para conquista do poder, tais  como: as Forças Armadas sucateadas, impotentes e humilhadas; o Legislativo cooptado pelo suborno do “poder”; o Judiciário desestruturado e infiltrado por ideólogos indicados pelo governo; as classes empresarias pressionadas econômica e fiscalmente pelo poder central e a maioria dos Estados e Municípios em situação pré-falimentar  e dependentes do executivo federal, o que caracteriza um laboratório de uma verdadeira “nomenclatura” que, de fato, já está instalada no Palácio do Planalto, sendo “adestrada” para implantação do Estado Socialista.
Brasileiros! O quadro atual é, altamente, favorável a uma nova INTENTONA comunista. Vamos dar um basta a esta revolução que vem em marcha batida, embora que silenciosa e sorrateira e determinada. Nós podemos parar esta revolução e salvar o Brasil.
As Comunidades esclarecidas, como as dos aposentados, as dos militares, as do agronegócio, as das classes produtivas discriminadas, as religiosas,  as dos clubes de serviços, as de saúde,  as contrárias a implantação de um Estado Comunista e, essencialmente, as patrióticas , poderão, pelo voto, em outubro de 2014 , afastarem do poder o PT e caterva e  maus brasileiros que, no momento, ocupam os pontos chaves da administração do País
VOTE EM QUEM PRESTA! NÃO VOTE EM GENTE DE MÁ NOTA, SEM CARÁTER E LADRÕES DE DINHEIRO PÚBLICO E QUE NÃO TENHAM HONRA.SEU VOTO VALE OURO!

PENSE NA SUA FAMÍLIA E NO BRASIL
 
 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A Proliferação nuclear, Cenário de conflito, ONGs Funai e Ibama

 
 Gélio Fregapani (Membro da Academia Brasileira de Defesa)
 
Conforme um dos seus pressupostos “A Geopolítica é caracterizada por uma visão antecipada de soluções políticas inspiradas na Geografia”.
 
A Proliferação nuclear
Israel  não confirma nem nega que possua uma bomba. Como não assinou o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares não é obrigado a informar se possui a bomba. A Índia e o Paquistão também não o assinaram e desenvolveram armas nucleares.  Até a Coréia do Norte deixou o TNP e anunciou ter a capacidade de construir esse tipo de armamento. O Irã tenta desenvolvê-la apesar da oposição dos EUA e Israel. A Arábia Saudita ameaça fazê-lo por medo do Irã.
Ninguém ataca ou mesmo pressiona demasiadamente a quem tem armas nucleares e meios para enviá-las. Devido ao Collor e ao FHC não as possuímos e por isto só por isto, somos uma potência de terceira classe, a quem ninguém respeita ou ao menos leva em consideração. Claro, nem o Lula nem a Dilma tiveram coragem de denunciar esse tratado espúrio que apenas conserva os privilégios de quem tem forças nucleares em detrimento dos que não tem coragem de desenvolver as suas.
Emasculados que fomos pelo desarmamento e pela propaganda que não se deve resistir a ameaças nos  perguntamos qual postulante a presidência teria coragem de enfrentar as pressões?
Certamente nenhum.
 
 
ONGs Funai e Ibama
 
Pilantragem desarmamentista. O idealizador e coordenador nacional da ONG MovPaz, representante da Rede Desarma Brasil, com 49 ONGs  no Brasil ,fornecia dados fictícios e na fabricação artesanal de armas para entrega em postos de coleta, mediante amento da indenização paga pelo Governo Federal, que varia entre R$150,00 e R$450,00 por arma. A fraude supera a cifra de 1,3 milhão de reais.
A ladroagem nas ONGs dos ministérios dos Esportes e do Turismo chamou a atenção do Pais, mas nem arranhou as que recebem recursos do estrangeiro, para nos arrancarem um pedaço do território. As ligações dessas são com a Funai e  com o Ibama e sua atuação principal é evitar o desenvolvimento e consequente ocupação da Amazônia por nós.
Por causa do Ibama, passados quase 30 anosas cinco represas previstas para o Xingu foram reduzidas a uma só. Belo Monte, bem menor do que o plano original e novamente o meio-ambiente e os índios são usados como pretexto para evitar o desenvolvimento, mas felizmente se esboça uma reação. O licenciamento ambiental não mais terá a força absoluta que tinha, serão beneficiadas a construção de linhas de transmissão, rodovias, portos e do setor de petróleo e gás e obras de infraestrutura como Belo Monte, paralisadas desde por reclamações de índios distantes até para proteger uma perereca “em extinção” sempre sob o patrocínio das malditas ONGs estrangeiras.
Creio que podemos creditar a doma dos ecoxiitas à atuação da Dilma. As pressões que está recebendo fariam ceder a alguém menos corajoso, como o Lula cedeu no caso da Raposa.
        A Funai está reconhecendo índios do Paraguai como brasileiros, pois mal damos conta de dar arroz e feijão para os nossos índios e vamos importar o índio que fala yo no soy brasileño'. Esse órgão precisa ser extinto e as ONGs expulsas.
 
Cenário de conflito em montagem
 
Os indígenas estão planejando novas invasões de propriedades rurais a partir do dia 30 de novembro.  Afirmam os Criadores de Mato Grosso do Sul: “Se os indígenas tentarem invadir novas propriedades rurais nós resistiremos. Não arredaremos um pé para trás”.,Temos, frente a frente, forças reativas com divergências irredutíveis, uma incentivada pelas ONGs estrangeiras e pelo CIMI, outra baseada em seu direito a propriedade duramente construída. Como pano de fundo o paspalhão do Ministro da Justiça, que parece querer provocar um novo 64.  Empregará ele sua “Força Nacional” para ajudar as ONGs?. Se houver conflito de grandes proporções nada evitará a intervenção do Exército.
A Presidente Dilma sabe do perigo real e imediato que esse conflito representa desde o prejuízo para a economia pela perda da produção agropastoril até da ameaça á integridade nacional. O que não sabemos é se ela terá o discernimento e a coragem de interromper esse processo mesmo contra seus apoiadores.
A verdade é que a inação governamental e a passividade dos produtores rurais só tem incentivado o problema. Havendo reação o conflito será resolvido ou reduzido às justas proporções. A população de Vicente Dutra, no Rio Grande do Sul, já reagiu e expulsou índios invasores do município. Lá a situação é agora mais tranquila. Acovardar-se e ceder sempre atrairá maiores ambições.
Entretanto, é importante identificar o alvo correto. Os inimigos não são os índios, mas as ONGS estrangeiras e suas auxiliares locais, como o CIMI, por exemplo ,que incentivam e financiam os índios para o confronto, no intuito de desacelerar o crescimento da economia do nosso País. “Hoje somos um dos principais produtores de grãos do mundo, por isso  concorrentes estrangeiros têm interesse em frear o avanço de nossa produção.
Há ainda um fator ainda mais importante a considerar, a Amazônia jamais terá seu potencial de riquezas incorporado ao País, sem a infraestrutura imprescindível ao aproveitamento de suas riquezas, principalmente em minérios e energia. Assim, as obras das hidrelétricas de Belo Monte, em Altamira, no Pará, e de Santo Antônio e Jirau em Rondônia, são indispensáveis a qualquer esforço desenvolvimentista. Essas obras, que também promoverão o preenchimento de espaços vazios, tem sido sistematicamente obstadas por ação das ONGs. Os estrangeiros se valem das ONGs e estas dos índios. A maligna, mas eficiente propaganda deles toca no inconsciente coletivo nacional e internacional. Suas utopias, fundadas numa idéia de Rosseau se apresentam como se fossem mais puras do que a nossa sociedade corrompida, mas não é assim. Trata-se de disputa disfarçada por recursos naturais escassos. A tentativa é nos dividir em países étnicos e que pelo menos um deles seja dócil às pretensões dos cartéis anglo americanos.
Enquanto isto ficamos discutindo política partidária.
 
Política partidária
 
Certamente estamos mal. Teremos que escolher, não o melhor, mas o menos ruim. O absolutamente pior certamente será o grupo que se aliar à Marina, totalmente servil às oligarquias financeiras internacionais para evitar o nosso progresso.
Segue-se o deletério o grupo Tucano, entreguista até a medula e por fim o dos sindicalistas aproveitadores, cuja atenuação pelos lampejos de nacionalismo e de coragem da presidente se esvaiu depois das manifestações de junho.
Um grupo fala abertamente em revolução. Aliás sempre haverá algum grupo falando em revolução. Pela ausência de uma perspectiva favorável esse assunto encontra algum eco não só entre os opositores ideológicos do atual governo como também entre os que pensam no bem comum, mas revoluções somente são bem sucedidas quando atingem as aspirações das massas. A de 64 aconteceu quando as greves tudo paralisavam e a população como um todo se sentiu ameaçada, coisa que ainda não acontece agora, apesar de muitos fatores e pressões nos conduzirem a esse caminho.
Um exemplo de revolução não desejada foi a intentona comunista de 1935, felizmente dominada com facilidade. Essa intentona, obediente as ordens do estrangeiro, foi marcada pelo assassinato de irmãos de armas enquanto dormiam na cama ao lado.
Não conseguimos imaginar ideais políticos, aliás motivo algum que possa fazer um ser humano a uma ação tão monstruosa, mas ela ocorreu. Efeitos colaterais – muitas crianças inocentes ficaram sem seus pais, mães de famílias sem seus maridos, velhas senhoras sem seus filhos em seus últimos dias. Isto não é fantasia, de fato ocorreu. Deixou-nos a desconfiança indelével no comunismo e nos comunistas.
Todas as revoluções despertam paixões bestiais e algumas criam ambiente favorável a essas práticas. Não ousamos afirmar que apenas os comunistas seriam capazes de tais abomináveis atos, mas podemos afirmar que eles o praticaram. Só eles até agora, que se saiba.
Pensemos muito antes de optar por revoluções. Que isto não ocorra nunca mais  
 
 
ADENDO
CARTA DA PROGENITORA DO CAPITÃO BENEDICTO LOPES BRAGANÇA AOS COMUNISTAS, PUBLICADA PELA IMPRENSA MILITAR - MINISTÉRIO DA GUERRA, EM JANEIRO DE 1945,
 
    Belo Horizonte, 4 de fevereiro de 1936
    Desgraçado:     Que fizeste do meu filho?    Que mal te fez ele?    Mataste-o impiedosamente pela tua ambição de mando e riqueza.    Ele era um servidor da Pátria que tu traíste, pelo poder que tu ambicionavas nas tuas mãos.  
      Assassino.
    Mataste meu filho, que àquela hora no cumprimento do seu dever velava, enquanto tu, maldito, demente idealista sacrílego, ferias tua Grande Mãe. Malvado, se tanto podes, se juntes com tua madrasta - Rússia - e devolva-me meu  filho! 
  Matricida!
    Rasgaste o peito da boa mãe que quatro anos embalou a tua mocidade, dando-te roupas, alimentação, ensinamentos, no meio de centenas de irmãos, ferindo-a no coração.
 Covarde.
    Nem a morte te quer; tu que venalmente quiseste enfrentar um Exército leal não tem coragem para morrer em combate.
    Mata-te, desgraçado, já que traíste os que te guiaram à senda do bem e que certamente não terão sentimento para chorar a tua perda.
    Estas palavras escritas com lágrimas de saudade de meu filho, certamente te causarão raiva.
    Meu filho foi bom em toda a extensão da palavra - filho abençoado, irmão idolatrado.
    Viveu 25 anos porque teve educação a par dos seus bons sentimentos; sempre trabalhador, estudioso e leal, - graças a Deus sempre cumpriu com o seu dever e cumprindo o dever morreu.
    Eu, no meio da tristeza, da amargura e do sentimento que tenho de não ver mais meu idolatrado filho, sou mais feliz que tua mãe, essa infeliz, se ainda vive, se não a mataste ainda para ver de onde foste gerado!
    O meu Benedicto  é mais feliz do que tu, morreu de consciência tranquila e justo se acha na paz de Deus, e o seu nome na terra é venerado como símbolo.
    O Brasil inteiro, e muito especialmente Minas, demonstraram nas homenagens que lhe tributaram nos funerais.
   E tu, qual será o teu fim?    Certamente na pupila do olho de Moscou.    Demente, olha para o céu, fita o sol se és capaz!    Matricida - pois a esta hora tua mãe deve estar morta de dor, que tu lhe causaste.
 Traidor.  Assassino.
    Maldito, mil vezes maldito.    Ri, desgraçado, das minhas lágrimas, do meu desespero.
                              Balbina Lopes Bragança.
 
    Nota: o Tenente Benedicto Lopes Bragança foi assassinado covarde e traiçoeiramente, por volta das 3 horas da manhã, de 27 de novembro de 1935, na Escola de Aviação Militar, no Rio de Janeiro. O seu assassino foi o Capitão Agliberto Vieira de Azevedo, que, friamente, atirou no Tenente  quando este se encontrava preso e desarmado, no interior de um carro, como consta do relatório do delegado Eurico Bellens Porto.

Pílulas do Vicente Limongi Netto


A programação da Jornada de Seminários da sétima Feira Internacional da Amazônia (VII FIAM) contou com a discussão do tema “Reservas Minerais e de Óleo e Gás Natural na Amazônia Ocidental”. O evento, realizado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) em parceria com diversas instituições, ocorreu na Sala 4 do Studio 5 Centro de Convenções e teve por objetivo apresentar uma visão geral dos principais arranjos produtivos de base mineral e de óleo e gás na região, considerados os aspectos de inovação tecnológica, logística, do desenvolvimento de novos clusters industriais de gás químicos e de fertilizantes e do uso do gás natural pelas indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM).

O seminário contou com a participação do secretário de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (SEMGRH-AM), Daniel Nava, o superintendente de Refino, Processamento de Gás Natural e Produção de Biocombustíveis da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Alexandre Camacho, o coordenador-geral do Complexo Químico e da Saúde do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcus Simões, além de representantes de empresas e outras instituições afins ao tema.

 O uso industrial e o polo gás químico foram alguns dos pontos discutidos pelos especialistas, que abordaram a participação da região amazônica, em especial do Amazonas, na produção de óleo e, principalmente, gás natural. Segundo Alexandre Camacho, da ANP, “a Amazônia responde por 1% da produção nacional de petróleo, mas chega a 10% do total de gás natural produzido, o que demonstra o potencial energético da região”.

 O diretor técnico-comercial da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), Clóvis Júnior, informou que a produção local diária de gás natural chega a 6,85 milhões de metros cúbicos (m³) por dia, suficiente para atender às regiões de Manaus que hoje já são cobertas pelo gasoduto instalado pela empresa. “Temos uma rede de distribuição atual de 48 quilômetros e estamos trabalhando para ampliá-la ainda mais. Fizemos um acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura, responsável pelas obras nas vias do Distrito Industrial, para efetuarmos a expansão do gasoduto nesta região durante as ações de revitalização da área, o que beneficiará mais empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus”, afirmou Júnior.

Benefícios imediatos

A mudança do perfil energético na sociedade foi ressaltada como o futuro da utilização do gás natural. “Por ser considerada uma fonte limpa de energia, sua utilização reflete em benefícios financeiros e ambientais diretos”, disse Clóvis Júnior. “Temos estudos que comprovam que as empresas que adotaram o gás natural como matriz energética em suas atividades reduziram custos em diversas frentes. Além disso, o gás natural eleva o padrão de qualidade e segurança nas indústrias”, completou. Júnior ressaltou que o público residencial deve receber atenção especial em curto prazo, devido à expansão do gasoduto que já está em andamento.

Durante sessão de debate, Marcus Simões, do MDIC, informou que a importação de gás natural é uma realidade no País, mas a produção na Amazônia pode contribuir para mudar essa realidade. Daniel Nava, da SEMGRH, destacou a importância da discussão do tema dentro da Feira Internacional da Amazônia, reconhecida pela excelência e confiabilidade. “É importante o painel porque mostra o cenário atual que vive o Amazonas neste ‘Passe para o Futuro’, tema da FIAM”, finalizou Nava.

Representantes de países que vivenciam problemas, desafios e possibilidades similares por integrarem a mais estratégica região do Planeta trocaram experiências e análises no Seminário “Desafios para o Uso Sustentável da Biodiversidade na Pan Amazônia”.  O evento, que faz parte da programação da Feira Internacional da Amazônia (FIAM) 2013,  no Studio 5, e contou com oito palestrantes, sendo cinco estrangeiros, que destacaram pesquisas sobre o açaí, o camu-camu, bem como a descoberta de uma nova espécie de perereca e o sexo do pirarucu.   

A palestra de abertura foi ministrada pelo embaixador do Suriname e secretário-geral  da  Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Robby Ramlakhan.  O diplomata discorreu sobre o histórico e as atividades da OTCA, organismo intergovernamental  formado por Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. “A OTCA foi criada para ser um fórum permanente para promover ações de cooperação e integração regional que resultem na melhora da qualidade de vida dos habitantes da Amazônia”, resumiu o embaixador, salientando que a região panamazônica representa mais de 8,2 milhões de quilômetros quadrados e  soma uma população de quase 400 milhões de pessoas.

Em seguida, o coordenador de biodiversidade do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Cláudio Ruy Vasconcelos da Fonseca, abordou a contribuição do instituto para a pesquisa científica na Amazônia. Em 40 anos de atividade, o Inpa já titulou 1876 pesquisadores, sendo 1489 mestres e 387 doutores. Outra contribuição destacada foi o fato de 378 novas espécies na Amazônia terem sido descobertas pelos cientistas do instituto em pesquisas realizadas  de 1973 a 2013. Delas, 600 são insetos (tipos primários); 70 peixes; 11 mamíferos, e 57 são holótipos da botânica.

“Uso sustentável da biodiversidade amazônica colombiana: Perspectivas” foi o tema da representante do  Instituto Amazónico de Investigaciones Científicas (SINCHI), da Colômbia, Marcela Carrillo.  A pesquisadora enfatizou os estudos desenvolvidos para agregar valor aos produtos oriundos do açaí e o camu-camu como solução de geração de renda para  comunidades localizadas na floresta colombiana, “a segunda com maior biodiversidade no mundo, atrás apenas do Brasil”.

 Sexo do pirarucu

 O presidente do Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana (IIAP), Keneth Reátegui, ressaltou que em 30 anos de atividades o IIAP, cuja criação está no artigo 2 da constituição peruana, recebeu o acumulado de US$ 80 milhões em financiamento. “Devolvemos como retorno, US$ 150 milhões de lucros como resultado efetivo das pesquisas desenvolvidas. Isso é uma resposta para os que sempre questionam o investimento em ciência”, frisou.

Uma das pesquisas ressaltadas pelo cientista foi o estudo sobre a reprodução e identificação sexual do pirarucu, que pela dificuldade de determinação já foi considerado como hermafrodita. O instituto peruano desenvolveu um kit para definir o sexo do pirarucu. “Também  descobrimos que o peixe macho dessa espécie age igual aos homens brasileiros. São monógamos e têm apenas uma fêmea durante toda a vida”, disse Reátegui, arrancando risos da parte feminina do público.

O pesquisador defendeu uma maior integração da Pan Amazônia e deu seu exemplo pessoal para ressaltar a urgência do tema. “O Peru fica aqui do lado de Manaus, mas para chegar aqui, fiquei mais de dez horas no avião porque antes o voo teve de passar por São Paulo”, frisou.

Outras palestras  internacionais foram ministradas por Kenneth Goenopawiro, da Anton de Kom University of Suriname e  Raquel Thomas, Diretora do Iwokrama International Centre for Rain Forest Conservation and Development, da Guiana.

Goenopawiro falou sobre o projeto Guiana Shield e destacou os desafios da sustentabilidade no Suriname, país de 500 mil habitantes e com 20 idiomas oficiais. O cientista sublinhou que o país vive principalmente da exploração do ouro (inclusive com a presença de garimpeiros brasileiros) e que por causa do alto preço internacional do metal ainda não percebeu as vantagens econômicas de se investir em produtos da floresta.

Raquel Thomas contou detalhes do funcionamento da floresta tropical internacional de Iwokrama, um projeto científico ambicioso em gerenciamento sustentável dos recursos de floresta tropical para o benefício de índios de etnias como o macuxi.  Na reserva internacional, que já funcionou como local de caça do príncipe Charles foi descoberta uma nova espécie de rã.

 Bolsa floresta

O superintendente geral da Fundação Amazônia Sustentável, Virgílio Viana, falou sobre os resultados de projetos como o bolsa-floresta, que remunera comunidades ribeirinhas para preservarem a mata nativa. “São R$ 1453,00 por família/ano”. Viana ressaltou ainda a criação de um curso técnico em produção sustentável para estudantes que moram na região do Juruá. No lugar de monografia, os formandos deverão apresentar um plano de negócios para institutos de fomento da região, o que já poderá significar um financiamento certo para um negócio de empreendedorismo que irá gerar renda sem afetar o equilíbrio ambiental.

O superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional da SUFRAMA, José Nagib, discorreu sobre os resultados socioambientais e econômicos da Zona Franca de Manaus (ZFM), diretamente responsável pela preservação de 98% da floresta no Amazonas.  Nagib, que também atua como coordenador do projeto de implantação do  Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) também abordou os desafios e potencialidades do centro de pesquisa.

Arthur Virgílio lamenta morte de Marcelo Deda

“É com profundo pesar que recebo a notícia da morte prematura de Marcelo Deda, governador do Estado de Sergipe, aos 53 anos. Infelizmente, ele perdeu a batalha que vinha travando contra o câncer. O Brasil perde um bom político, que se destacou em seu estado como prefeito, deputado e governador. Minha solidariedade à esposa dona Eliane, e aos filhos Marcella, Yasmim, Luísa, João Marcelo e Mateus, extensivo a todos os familiares e amigos.” (Arthur Virgílio Neto, Prefeito de Manaus)