quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

CPMF lança Dilma às mãos de Lula


Começou, no Brasil, o linchamento moral da Família de José Ignácio Lula da Silva, com velocidade e intensidade tais, que se torna imprevisível o desfecho político, social e econômico desse processo, cuja natureza é a mesma daqueles processos que todos sabem como começam, mas ninguém sabe como terminam.
Há o risco iminente de uma grave conturbação envolvendo as forças lideradas por Lula (não necessariamente pelo seu partido, o Partido dos Trabalhadores, que vem sofrendo desfiliações) e as forças de oposição compostas por radicais de direita e de centro interessadas em punir os responsáveis pela corrupção que vem sangrando os cofres do País.

Lula vendeu a alma ao diabo, ganhou poder e riqueza para toda sua família, mas, agora, quando o demo(o povo) vem cobrar a conta, o ex-Presidente procura o seu Daniel Webster, o advogado Nilo Batista, para  sua defesa. Situação similar a do conto "The Devil and Daniel Webster", de Stephen Vincent Benét.

O esperto criminalista Nilo Batista já avisa que não acredita em acusação formal contra  Lula, mas teme o sentido de “tsunami” que as denúncias vão criando junto à opinião pública contra Lula e seus familiares, diariamente citados  nas Operações  Lava-Jato e Zelotes.

Basta uma simples observação dos noticiários dos jornais e das emissoras de rádio e televisão (até a TV Globo!) e nas redes sociais, em especial o Faceboock, para se constatar que o foco da ira da opinião pública são Lula e sua família e o Partido dos Trabalhadores –PT-.

Dilma pega a rebordosa por conta de sua conivência com Lula e o PT e de sua incapacidade de assumir as rédeas do governo, transformando-se num fantoche dos oportunistas de fora e de dentro do Brasil.

A aprovação pelo Congresso, em 17 de dezembro passado, em rito quase sumaríssimo, da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira-CPMF-, imposto de elevadíssimo custo político, como receita orçamentária, decreta a total desmoralização de Dilma, do atual governo e do Congresso Nacional. É óbvio que o imposto visa criar verbas para as disputas eleitorais municipais deste ano.

Agora, é tudo uma questão de tempo, e não é Lula quem depende de Dilma, mas, sim, Dilma que depende desse “tsunami” sobre a família Lula. A capacidade de resiliência de Lula determinará a duração de Dilma no cargo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Pílulas do Vicente Limongi Netto


Em causa própria

Michel Temer garante para o Brasil e para o mundo que o PMDB terá candidato à Presidência da República em 2018. Tudo bem.Desde que o candidato não seja ele.

Falta de educação

A meu ver, Rodrigo Janot não cumprimentou Eduardo Cunha, na solenidade no STF, porque é mal- educado, ressentido, prepotente, arrogante , vingativo e deslumbrado. Como procurador-geral da República, Janot tem o dever de cumprir e zelar pela liturgia que o cargo exige. Não lhe cabe a prerrogativa de escolher quem deve citar ou cumprimentar em atos públicos.  Numa foto, o imaculado por correspondência Janot  aparece rindo. De quê? Seguramente, por causa da sua colossal boçalidade e imenso e patético cinismo. 

Carlos Alberto mata a pau

Carlos Alberto Torres, eterno craque, por favor, sem aspas, detonou, domingo, no Sportv, o colossal festival de ôba- ôba em torno do técnico Tite, patrocinado por deslumbrados analistas. O capitão do tri foi categórico: Agora, com o time do Corinthians desfalcado de seus principais jogadores, é que Tite precisará mostrar que realmente é técnico merecedor de frequentes, longos e enfadonhos elogios.

Gaiatos, que nunca jogaram nem pedra em mangueira, colocaram Tite no pedestal, como se ele fosse o único treinador competente do futebol brasileiro. Francamente. Nenhum dos analistas presentes no programa ousou retrucar Carlos Alberto Torres. Grande capita.

Tostão furado

Atenção, leitores, com vocês, Tostão, o novo expoente do time dos amargos e recalcados, que escreve no caderno de esportes da Folha de São Paulo. Deixou de merecer meu apreço.   Tostão segue os passos do ídolo dele, o ressentido e venal  Juca Kfoury, o príncipe dos rebotalhos da crônica esportiva.

Carnaval chegando e Tostão aproveita para se fantasiar de paladino. Fantasia que o asno Kfoury resolveu usar, faz tempo, na tentativa de ser levado a sério.  Já que os dois panacões enchem a boca para vomitar sandices contra a CBF, deveriam ter a hombridade de candidatar-se à presidência da entidade.

Trabuco

Não vejo novidade quando alardeiam que o melhor discurso da Conselhão de Dilma é o do presidente do Bradesco. Não é a toa que ele tem um trabuco no nome

Abraciclo

Diante dos impactos ocasionados pelo atual cenário econômico nacional no segmento de Duas Rodas – cuja produção se concentra no Polo Industrial de Manaus (PIM) –, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) e representantes de empresas associadas reuniram-se, no último dia 28, com a superintendente da SUFRAMA, Rebecca Garcia, na sede da autarquia, a fim de apresentar estudos e propostas que busquem garantir a competitividade da indústria, seja ela fabricante de bens finais, seja componentista.

O presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, iniciou sua apresentação abordando o panorama da indústria de Duas Rodas, demonstrando a evolução do segmento nos últimos 10 anos e as dificuldades enfrentadas, em especial a partir de 2011. Os estudos feitos pela associação demonstram que é preciso a tomada de ações para garantir e aumentar a competitividade e assegurar os empregos do setor.

O levantamento apresentado pela Abraciclo dá conta, ainda, das principais dificuldades que devem ser enfrentadas, entre as quais a revisão do modelo de comercialização, adequando-o à nova realidade de mercado. A logística de distribuição dos produtos oriundos do PIM também foi abordada por Fermanian, que destacou os benefícios dos entrepostos em outras regiões do País. “O desenvolvimento dos entrepostos é algo que pode beneficiar as empresas do setor, em especial no que tange ao atendimento ao consumidor final”, disse.

A superintendente Rebecca Garcia aproveitou a oportunidade para destacar o trabalho que vem sendo realizado pela SUFRAMA e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) no sentido de dar maior enfoque à pauta de exportação do Brasil, com destaque às empresas instaladas na Zona Franca de Manaus (ZFM).

 “Hoje mesmo, técnicos da autarquia estão em Brasília participando da primeira reunião do Grupo de Trabalho designado especificamente para lidar com as pautas do modelo Zona Franca de Manaus. Esta foi uma proposta do próprio governo, atento às necessidades e dificuldades da indústria. E o comércio exterior é algo que temos direcionado grande atenção, tendo em vista o potencial que podemos explorar”, comentou Rebecca.

Marcos Fermanian concordou que é preciso explorar a questão, em especial por conta da atual taxa cambial, e acrescentou que é preciso discutir uma série de aspectos a serem desenvolvidos para concorrer com a indústria asiática, cujo baixo custo se contrapõe ao chamado Custo Brasil. “Isso faz com que o preço de produtos brasileiros ainda não sejam competitivos internacionalmente, mesmo com a taxa de câmbio favorável”, afirmou.

Durante a reunião, ficou acertado que a Abraciclo apresentará à SUFRAMA, durante um encontro no mês de abril, uma pauta mais abrangente, elaborada com maior participação de suas indústrias associadas, para que o segmento de Duas Rodas possa voltar a apresentar índices positivos de produção, geração de empregos e faturamento, com reflexos positivos para a economia brasileira.

 “Independentemente das demandas apresentadas, a equipe da SUFRAMA já vem estudando medidas para colaborar com o setor”,  lembrou Rebecca Garcia ao fim do encontro, reafirmando a importância do segmento para a Zona Franca de Manaus.

 

 

Janela de Brasília (XXXI)


1.      Só mesmo em Brasília para o turista atento perceber que há tanto quero-quero que esse pássaro parece doméstico, convivendo com tudo e com todos sem a menor inibição. Mas, sua aparente docilidade e inação são enganosas, principalmente, quando alguém ousa se aproximar de um filhote. Os pais se transformam em perigosos dardos voadores, porque atacam o rosto do intruso.

2.      Entra ano e passa ano, e a “Sopa da Vovó”, no posto Colorado, na estrada para Sobradinho, continua sendo um ponto diferenciado para quem gosta de caldos de vários sabores, sempre antecedidos de uma pipoca e podendo ser acompanhados por vinhos secos e suaves, além de outras bebidas e refrigerantes. O preço é ótimo para a casa e o frequentador. Lugar simples como convém, como diria mestre Apicius, que adorava comer em postos de gasolina, nos finais-de-semana.

3.      Delfim Netto diz que Dilma precisa assumir o protagonismo para, é óbvio, implementar medidas de interesse da banca internacional... Armadilha montada pelo sibilino ministro, que foi o “czar” da economia no regime militar e sempre foi consultado pelo PT. Dilma está naquela condição de ter na sua fragilidade a sua força, porque ninguém quer presidente forte e carismático, no jogo de interesses por cargos e verbas, em pleno ano de eleições municipais.

4.      Criatividade é  algo sério no ramo do comércio. Uma loja distribuidora de botijões de gás no Lago Norte atende à domicílio com eficácia e presteza, e ainda escreve com pincel atômico, em cada botijão entregue, três ou quatro números de seus telefones, de tal modo que o consumidor não pensa em procurar outro fornecedor na hora do aperto.

5.      O senador Requião tem o direito de defender Lula como alma inocente, mas tem o dever, perante seus eleitores, de cobrar os responsáveis pela desmoralização da Petrobrás, do BNDES, dos fundos de pensão, etc. Ninguém está questionando a figura de Lula na história como presidente por dois mandatos.

6.      Os pescadores nunca viram o Lago Paranoá dando tanto peixe... Depois do expediente no trabalho, tem muita gente, homens e mulheres, que vai buscar no Lago, em questão de pouco tempo, uma boa fieira de tilápias e carás para uma fritada com cerveja gelada. Fartura no Lago e penúria na economia.

7.   Há um surto de diarreia em Brasília. Ninguém comenta oficialmente, se é algum vírus ou bactéria gerado pela estação chuvosa, mas o seu vizinho pode confirmar isso dizendo que soube de um familiar, amigo ou conhecido com o problema.