segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Brasil varre a corrupção

O Brasil se prepara para conhecer nomes de centenas de políticos, empresários e funcionários públicos envolvidos em esquemas de corrupção nos últimos governos do Lulopetismo, após delações de 77  funcionários da empreiteira Odebrecht à "Operação Lava Jato", coordenada pelo juiz Sérgio Moro.
 
As delações foram homologadas hoje pela presidente do Supremo Tribunal Federal -SFT-,ministra Carmén Lúcia, dando prosseguimento ao trabalho de relatoria do ministro Teori Zavaski, morto em estranho acidente de avião ocorrido em Paraty, Estado do Rio de Janeiro, às vésperas de fazer a homologação das denúncias e encaminhá-las para a Procuradoria Geral da República.
 
A decisão de Carmén Lúcia foi considerada corajosa nas redes sociais, mas os jornais e a televisão estavam esperando que a Ministra tomasse esse caminho antes que outros obstáculos surgissem dentro e fora do próprio colegiado que preside, onde ´há juízes sabidamente vinculados a diversos políticos e empresários denunciados.
 
O que vai acontecer nesta semana é imprevisível, pois o clima no País e, especialmente, em Brasília é de muita tensão, porque haveria nomes da alta cúpula do governo citados pelos delatores e agora sujeitos a prestar contas à Justiça juntamente com outros nomes que já estão na cadeia. O frisson aumentou com a prisão,hoje, do empresário Eike Batista, acusado de operações bilionárias com o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, com quem compôs organização criminosa. Ambos são muito amigos(ou foram) de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff, que, aos poucos, vai sendo trazida à luz das investigações da "Lava Jato".
 
O Governo Michel Temer enfrenta o desafio dessa "denúncia do fim do mundo" em meio ao fogo cerrado dos problemas econômicos, à aprovação de medidas impopulares, como as reformas da previdência e trabalhista, e às eleições dos novos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, importantes decisões para sua base parlamentar.O deputado Rodrigo Maia, do Democratas do Rio de Janeiro, tende a ser reeleito, enquanto o senador Eunício Oliveira, do PMDB do Ceará e nome marcado por acusações na "Lava Jato", deverá ser eleito para substituir na Presidência do Senado o poderoso e rebelde senador Renan Calheiros.
 
O Brasil vive um dos momentos políticos mais tormentosos de sua vida republicana, tendo que conviver com a violência dentro do sistema penitenciário, onde há 622 mil presos, e as suspeitas e confirmações de corrupção na política com desvios de bilhões de  dólares que estão fazendo falta à Nação.
 
 
 
 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Brasil sob regime de controle de gastos

O Congresso Nacional, presidido pelo senador Renan Calheiros, promulgou hoje a emenda constitucional que congela os gastos do governo federal por vinte anos, uma das medidas prioritárias estabelecidas pelo Presidente Michel Temer para recuperação da economia brasileira. A par desse fato, o Governo baixou um pacote de medidas para tentar reaquecer a economia.

A aprovação da PEC 55 no Senado, por 53 contra 16 votos, na última segunda-feira, suscitou debates e manifestações, algumas bem violentas em várias cidades brasileiras. A Oposição exibiu no Plenário do Congresso cartazes com o título "PEC da morte", numa alusão ao que considera a redução dos programas sociais e dos investimentos nos setores da saúde e educação.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Temer vence mais uma prova de fogo no Congresso Nacional

O Presidente Michel Temer, aparentemente, com baixo índice de popularidade, antes e muito mais depois das denúncias de que teria pedido propina no valor de dez milhões de reais à empreiteira Odebrecht, nas eleições de 2014, demonstra mais uma vez sua força no Congresso Nacional, aprovando hoje, no Senado Federal, em segundo turno, por 53 votos contra 16, a proposta de emenda constitucional que limita os gastos do governo durante vinte anos, condicionando-os ao índice inflacionário.
 
A proposta é considerada como a mais ousada desde a proclamação da República no Brasil, em 1889. e enfrentou fortes críticas da Oposição, em especial dos petistas, sob a alegação de que a medida prejudicará os investimentos em saúde e educação, argumento que é refutado pelos governistas, que apontam perspectivas de até aumentarem os investimentos nesses setores, desde que estão recebendo não um teto, mas um piso de investimentos.
 
As denúncias contra Temer e principais aliados no Planalto e no Congresso, feitas em delação premiada  por um diretor da empreiteira Odebrecht à  "Operação Lava Jato", envolvendo 300 nomes de políticos, empresários e funcionários públicos, levam a Oposição a pedir a renúncia de Temer e a convocação de eleições diretas para a Presidência ainda em 2016.
 
Se houver renúncia, em 2017, serão convocadas eleições indiretas, com os parlamentares elegendo um nome de dentro ou de fora do Congresso. Mas, com mais essa vitória e com a reforma da previdência sendo lançada para debate, Temer demonstra confiança em promover as mudanças de que o Brasil necessita para debelar tanto a crise  econômica quanto a política.