quarta-feira, 14 de maio de 2014

As sanções americanas, Política Interna, Desindustrialização e Lances do Jogo Geopolítico

 Gélio Fregapani(Membro da Academia Brasileira de Defesa)
 
As sanções americanas
 
Os EUA parecem tentar impor seus interesses com sanções econômicas, para derrubar governos hostis ou mesmo usam as sanções para provocar a guerra. Em 1941, quando o Japão avançava na Ásia, os EUA (então oficialmente neutros), cortou o acesso ao petróleo e confiscou seus bens. As sanções eram insuportáveis pelo Japão, que preferiu “morrer lutando a morrer de fome”.
 
Hoje sabemos que os EUA queriam mesmo era um pretexto para declarar guerra. Algo parecido fez no Oriente Médio com o Iraque e depois com o Irã, que não teve meios para revidar militarmente, mas, certamente,acelerou seu desenvolvimento nuclear, o que quase deu motivo para o ataque. Agora, tenta a mesma tática para com a Rússia.
 
 Assinala-se que, em todos os caso, não eram interesses vitais dos EUA que estavam em jogo, inicialmente, mas, certa vocação de polícia internacional ,desde que ajudasse suas pretensões de hegemonia e seus interesses econômicos. Se as sanções resolvessem, ótimo se não, de alguma forma teriam ajudado na guerra. Nós brasileiros mais velhos nos lembramos, amargamente ,de como bloquearam nosso desenvolvimento nuclear.
 
 Se os EUA quisessem ser aceitos como lideres, teriam que congregar outras nações em causas justas, como parar o massacre de cristãos na África. Enquanto defenderem apenas seus interesses passa a ser um rival, quando não um inimigo.
 
E agora, na crise da Criméia, o que querem os EUA com as sanções à Rússia?. Aplicar sanções efetivas à Rússia é mais complicado do que ao Irã, não só pelo potencial militar como pela capacidade de revide econômico, cortando seu fornecimento de petróleo para a Europa. Provavelmente as sanções serão inócuas. Não farão com que os russos recuem nem derrubarão seu governo, mas apenas unirão mais os russos ao governo deles.
 
E nós, brasileiros, o que temos com isto? – Realmente quase nada!
 
Lances do Grande Jogo Geopolítico
 
A Arábia Saudita apresenta suas Forças Armadas Nucleares– Numa parada, dias após a visita do Obama, desfilaram dois exemplares do Míssil Balístico de Alcance Intermediário chinês Dong Feng-3  com ogivas nucleares múltiplas de 50-100 kT. Os mísseis têm  alcance entre 3.500 a 5.500km.  Acredita-se que a Arábia Saudita já possua ao menos 24 Dong Feng-3.
 
Enquanto isto, nossos políticos seguem as ordens de Washington para desarmar o País e desarmar a população.Começou com o Collor aterrando o poço de Cachimbo e prosseguiu com FHC assinando o Tratado de não Proliferação. Lula e Dilma nada fizeram para mudar isto. Convém lembrar que a Marina tentou encerrar o acordo nuclear com a Alemanha, e foi impedida pela Dilma.
 
A origem da nossa debilidade militar –
 
A esquerda caviar, que ganha dinheiro mostrando a cultura da favela, mas gosta de passar férias em Angra e Paris, não vai reconhecer a necessidade de Força Militar, a menos que ganhe cachê para isso. Os internacionalistas, que sonham com um governo mundial (em benefício só do primeiro mundo) também jamais reconhecerão, pois não desejam um País soberano.
 
O plebiscito separatista no leste da Ucrânia pode ser justo, mas acende uma luz amarela para nós: Um dia a ONU/OTAN que lá se opõe ao plebiscito vai incentivar ou até exigir um nas nossas reservas indígenas, depois de terem expulsado os não-índios e os índios que querem ser brasileiros, o plebiscito votará pela independência. Então sentiremos novamente o DNA da maldita Marina.
 
Será que há uma segunda intenção? - Todos sabemos que as Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) só dão certo quando  comando militar açambarca o poder político e judiciário na área enquanto durar a Operação. Caxias o exigia antes de atuar. Atuando como força auxiliar, nos arriscamos a levar as culpas do que der errado e quando as operações forem realizadas com objetivos políticos sempre dará errado.
 
È possível que o uso das Forças Armadas nessas circunstâncias vise, entre outras coisas, desmoralizar a Força Militar pelo fracasso ou ao menos antagonizá-la com o povo a ser reprimido. Se quiserem que dê certo, que se deixe o comando com o Exército.
 
Assunto preocupante - Houve uma reunião tensa no Ministério da Defesa. Representantes dos militares lembraram que todas as categorias que fazem paralisação conseguem ter suas reivindicações atendidas, mas os militares, que não fazem greves, permanecem com enorme defasagem salarial.
 
Política interna- Lula fala bonito, mas...
 
A fala de Lula: “Nós criamos um partido político foi para ser diferente de tudo o que existia quando nós criamos esse partido. Esse partido não nasceu para fazer tudo o que os outros fazem. Esse partido nasceu para provar que é possível fazer política de forma mais digna, fazer política com ‘P’ maiúsculo.” E continua: “Nós precisamos, então, voltar a recuperar o orgulho que foi a razão da existência desse partido em momentos muito difíceis, porque a gente às vezes não tinha panfleto para divulgar uma campanha. Hoje, parece que o dinheiro resolve tudo. Os candidatos a deputado não têm mais cabo eleitoral gratuito. É tudo uma máquina de fazer dinheiro, que está fazendo o partido ser um partido convencional.”
 
Enquanto isto, pelo menos parte dos dólares ilegais do PT seguiam para duas contas numeradas (60.356356086 e 60.356356199) do Trade Link Bank,  nas Ilhas Cayman. As duas contas seriam gerenciadas por “duas” pessoas: Felipe Belizario Wermusdit, de passaporte francês, e Felipe Belizario Wermusdit, de passaporte argentino. Ambas são Luis Favre, ex de Marta Suplicy.
 
A conta do Belizario argentino remetia dinheiro para a conta de Empire State Scorpus, em Luxemburgo, que tem uma subconta no Panamá, que passava pela off-shore OBCH Ltda, controladora do Hotel St. Peter, em Brasília, que ofereceu a Zé Dirceu o emprego de gerente administrativo com salário de R$ 20 mil.
 
Anteriormente circularam fortes rumores de envolvimentos de petistas com o sub faturamento na exportação de nióbio. Agora chegam notícias de envolvimento com o contrabando de diamantes e até de financiamento de tráfico de cocaína para a Europa.
 
Se o Lula quiser moralizar o PT terá que fazer um “expurgo estalinista”, só que em vez dos adversários, os alvos seriam partidários ladrões. Sobrariam poucos petistas.  Isto não significa que o partido do FHC ou o do Campos/ Marina sejam menos maléficos.
 
Desindustrialização
A nossa economia não vai tão mal em função de nossos recursos naturais e principalmente do agronegócio. Claro está longe do que deveria ser, por culpa dos ambientalistas radicais, da deficiente estrutura de transportes e dos as invasões de índios e do MST, ambos amparados pelos esquerdistas inconsequentes e pelas ONGs que seguem a orientação estrangeira. Contudo, a economia rural está avançando, mas outra importante parte da economia está em dificuldade: A Indústria.
 
Estamos nos desindustrializando e isto significa o não agregar valor às nossas commodities, renunciando ao desenvolvimento tecnológico e nos submetendo a oligarquia financeira mundial. A prosseguir a desindustrialização nos transformaremos numa rica colônia de exploração que se deixa manter subdesenvolvida e submetida aos interesses dos industrializados.
 
A atual desindustrialização tem dois tentáculos: O primeiro é a falta de proteção à industria nacional, submetida desvantajosamente à concorrência com produtos estrangeiros desonerados dos nossos onerosos encargos sociais e dos nossos juros, os maiores do mundo,- assim lá se vão nossas industrias e com elas os nossos empregos. Para corrigir este problema há que se recorrer ao protecionismo, sem esquecer-se de baixar os juros.
 
O segundo tentáculo deriva de estarmos cedendo tudo às transnacionais. Logicamente que é melhor para a economia que um produto seja fabricado aqui por uma multinacional do que importado, mas podemos nos inspirar no controle praticado pela China, onde o governo impõe estas condições para admitir investimentos estrangeiros em seu território: ser do interesse do país, associar-se a investidores chineses, trazer tecnologías de ponta e assegurar a transferencia da tecnologia.O resultado é um desenvolvimento industrial como o mundo nunca viu.
 
Nos falta, para agirmos assim, uma definição dos Objetivos Nacionais e de uma política governamental para alcançá-los ou seja um projeto de nação que só tivemos no Império e durante parte do Governo Militar.
 
Ainda temos oportunidade. Se o nosso povo receber as informações corretas exigirá  decisões acertadas dos políticos e nos tornaremos de fato, um País Desenvolvido, Justo, Ordeiro Progressista e comprometido com valores da Civilização Cristã.
 
As riquezas minerais, especialmente o petróleo, continuam sendo o grande motivo de muitos golpes em diversas partes do mundo. É óbvio, há interesse por outras riquezas também. Há quem pense que apenas os EUA conduz todo o esquema de exploração dos países periféricos, desconhecendo o poder mundial de três centenas de famílias, incluindo algumas dinastias, que controlam a política e a economia de vários países e manipulam o  mundo todo, colocando e retirando governos em função de seus interesses, travestidos de interesses das nações civilizadas. Assim diversos países foram invadidos ou sofreram golpes patrocinados pelos EUA, França, Grã Bretanha etc.
 
No Brasil, Getúlio Vargas, ao sair do poder em 1945, deixou créditos de cerca de US$ 500 milhões junto aos EUA e £100 milhões junto a Inglaterra. José Linhares exerceu a Presidência por seis meses, passando para o Marechal Eurico Gaspar Dutra que cedeu às pressões daqueles dois países devedores.
 
 O primeiro, os EUA, convenceram o Brasil a dilapidar os créditos em mercadorias que ainda não precisava, importando rádios de pilhas, geladeiras, iô-iôs, canetas esferográficas etc. sem aplicar em infraestrutura nem em bens de capital. O Reino Unido, “convenceu” a encampar a sucateada Leopoldina Railway, por quase todo o valor dos créditos, faltando apenas alguns meses para voltar para a União sem nenhum custo.
 
Voltando à presidência, em 1951, Getulio imprimiu orientação de defesa das riquezas nacionais. Matou-se em 1954, após a aprovação da Lei 2004 (monopólio estatal do petróleo) e a limitação da remessa de lucros.
         
Jânio Quadros caiu em 1961, após mandar limitar a remessa de lucros para o exterior e  João Goulart, foi derrubado não somente pela incompetência mas após editar decreto de limitação da remessa de lucros e medidas que desgostaram a oligarquia financeira mundial. Naturalmente, concorreram outros fatores, mas esses foram aproveitados, não a causa primária.
        
 No início do Governo militar, o grande capital internacional gozou de liberdade porém após impor medidas de defesa da autonomia passou a ser combatido em nome dos “direitos humanos”. No retorno ao Governo Civil, apesar da legitimidade conferida pelas urnas, os grandes grupos internacionais só ampliaram sua influência.
 
Sarney, prudente, foi bastante dócil. Collor foi incisivo na implantação da política econômica neoliberal, mas foi FHC que aprofundou a desnacionalização da economia e de tal forma que indica não apenas estar cumprindo ordens, mas estar fazendo parte do “Governo Mundial” e comprometido com os seus objetivos. Não somente derrubou o monopólio estatal do petróleo como desnacionalizou todas empresas que pode, estatais ou não.
 
Lula, covarde, aceitou a nomeação para a presidência do Banco Central  do indicado por David Rockefeller. Ao que parece recebeu “orientação da família Moreira Salles, testa de ferro da multinacional Molycorps que explora nióbio no Brasil para a ‘Oligarquia Mundial. Lula então passou a ser “o Cara” e a imagem do nosso País subia como um foguete em direção da sexta economia mundial até que a Dilma tomou algumas medidas nacionalistas, quando a imagem internacional se transformou como num passe de mágica.
 
Assustada e orientada por Lula, Dilma, passa a ceder o que não devia. Elevou os juros (os maiores do mundo) e as empresas nacionais foram adquiridas livremente, pelas multinacionais, que já dominam a rede de supermercados, lanchonetes, laboratórios, indústrias, distribuidoras de energia, telefonia etc. e privatizou em parte o pré-sal, mas não adiantará mais; já perdeu a confiança da Oligarquia Financeira e certamente será derrotada nas urnas.
 
Caso vença alavancada pelo populismo inconsequente (marca do PT), seu governo será um inferno. Cederá tudo, tudo mesmo,ou será derrubada em uma revolução,  De quebra, se a oposição vencer, continuaremos a ceder. Será o original derrotando a cópia, até o presente momento não temos uma saída. Haverá uma?
 
Plataforma de um possível candidato ( omitirei, no momento, o nome)
1) Pela redução da maioridade penal;
2) Política de planejamento familiar;
3) Política de defesa da família (contra o Kit Gay);
4) Revogação total do Estatuto do  Desarmamanto;
5) Contra a indústria de demarcação de terras indígenas;
6) Contra o exame de Ordem (OAB);
7) Contra quaisquer tipos de  cotas (estimulam o ódio);
8) Pelo fim da ideologia nas escolas;
9) Valoração das Forças Armadas (contra a Comissão da Verdade);
10) Contra o Marco Civil da Internet (será regulamentado por decreto por Franklin Martins e assinado por Dilma);
11) Contra as atuais políticas de direitos humanos;
12) Contra o auxílio reclusão e
13) A favor do trabalho forçado em presídios.
 
 Que Deus abençoe o nosso Brasil!
 

terça-feira, 13 de maio de 2014

Legado da Copa de Futebol:E se o Brasil perder?

 
Aylê-Salassié F. Quintão*
 
Houve  momentos em que se acreditava nos  “legados”  de modernidade que a Copa de Futebol, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos deixariam  para países como o Brasil , Grécia,  África do Sul, Rússia, Argentina e  a própria China, ao induzir as  sociedades nacionais ou locais a um novo  estado da arte. Haveria um salto civilizatório com a natural generalização interna de expectativas por uma melhor qualidade de vida,  equipamentos urbanos mais adequados – ruas, passeios, energia, comunicações, transportes -  produtos, serviços e  empregos mais qualificados e até uma espécie de up grade nas relações e no comportamento humano.
 
Tendo vivenciado o ambiente de alguns jogos olímpicos e copas, começo a duvidar da extensão e das intenções que lastreiam esse tipo de organização supranacional, amparada, de um lado, na iniciativa privada e, de outro, nos cofres públicos, exceção seja feita aos jogos que aconteceram nos Estados Unidos(1984/1994). Os pré-requisitos para a eleição do país sede são tão sofisticados, que deixam margem a dúvidas se os dirigentes dessas organizações seriam politicamente ingênuos , oportunistas ou condutores convictos de  uma plataforma de alavancagem cultural do capital e do capitalismo ?  O imbróglio é de meter medo, segundo revela o britânico Andrew Jennings  em dois livros, “Senhor dos Anéis” e “Jogo Sujo”, e assusta qualquer sociedade.
 
Assim, evito imaginar que costumes, práticas,  estilo de vida e de governança enraizados no Brasil venham a ter expressão suficiente para impactar  diretamente a organização e o sucesso de eventos  dessa magnitude, política e supostamente neutros. O movimento “Não vai haver Copa” é uma realidade, mas a possibilidade  de que ele venha a impedir a realização dos Jogos   é quase impossível, na opinião dos especialistas em segurança pública. O governo vai mobilizar e deixar , no mínimo, de prontidão para qualquer eventualidade, polícias militares, civis, exército, as forças especiais, enfim um sistema de repressão de fazer inveja a um estado de guerra,  com respaldo total para agir “com firmeza”, ou seja “baixar o pau”, “prender e arrebentar”. Até mesmo a segurança privada, com um contingente de 600 mil homens no País, será mantida sob um outro regime de trabalho durante a Copa, visando proteger patrimônios.
 
Por essas razões é bem provável que governantes e políticos brasileiros  mais oportunistas já tenham desenvolvido seus planos “A”, para antes da Copa; plano “B”, durante;  e plano “C” ,  o que vem depois. Os sinais captados na cotidianidade da vida social do Brasil – inflação crescendo, transportes piorando, reinvestimentos caindo, programas de saúde capengando, corrupção e violência aumentando – levam a crer que se pode atravessar daqui até a Copa uma espécie de “corredor polonês”,  com tendência a desembocar mesmo numa  forte repressão durante a Copa. Não é novidade. Em todos os países sedes desses eventos, a vigilância sobre  comportamentos públicos  tem exigido muito do aparelho repressivo, que age com rudeza, a fim de, sem discussão, assegurar o seu êxito e impedir que o país tenha a imagem conspurcada mundialmente.
 
Há um grande receio ainda no Brasil de que, pela proximidade que se estabeleceu com a política,  a seleção brasileira venha a ser vaiada, e que isso possa refletir na própria performance dos jogadores. Aí está a chave para o Plano “C”, o que vem depois.  Se o antes e o durante assusta, imagina se o Brasil perder a Copa?  Não se deve esperar da campanha eleitoral menos violência, arrocho fiscal menor e nem tolerância maior. Será  um “salve-se quem puder”, semelhante ao que aconteceu na derrota brasileira na Alemanha, quando todos saíram pelos ralos. É difícil predizer o que se deve esperar na fase pós-Copa, sobretudo do mês de “agosto”, para explorar um pouco da nossa crendice popular. Com certeza, entretanto, só após a Copa  poder-se-á avaliar o tamanho do legado cultural e contabilizar o impacto nos cofres das instituições financeiras do Estado, inclusive nas contas do Tesouro Nacional.
*Jornalista, doutor em História Cultural, consultor da Catalytica Empreendimentos Sociais Inovadores  ( Tel :61-34682509)

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Grande Jogo, O Quadro Político Nacional e O Exército

Gélio Fregapani (membro da Academia Brasileira de Defesa)
 
O que está em jogo na guerra civil na Ucrânia: Para os EUA, trata-se de aumentar sua área de influência hegemônica e, para a Rússia,de deslocar essa hegemonia.
O desafio foi lançado quando os EUA e aliados da OTAN distorceram a intenção do Conselho de Segurança sobre a Líbia e “ampliaram” uma “zona aérea de exclusão”, para “zona de tiro-livre” para atacar e bombardear a Líbia. A Rússia não encarou, mas  decidiu conter o avanço dos EUA e conseguiu conter na Síria. Lá os EUA não recuaram, mas não conseguiram avançar. Na Criméia, a Rússia avançou. Desafiou, ostensivamente, a hegemonia mundial dos EUA, e tudo indica que será vencedora, até porque os EUA não desejam encarar uma guerra que pouco lhes será  útil.

Ao contrário do que parece, a influência dos EUA não está em declínio em todo globo. A América Latina ainda depende pesadamente dos EUA e apesar do esquerdismo infantil da alguns de seus governantes inicia um refluxo da (merecida) hostilidade  aos EUA. Seu principal inimigo – o Maduro, na Venezuela, não conseguirá manter-se sem uma sangrenta repressão.
 
Os governos esquerdistas sul-americanos, todos, estão pressionados quer pelos governos do 1º mundo quer pela própria incompetência. Há perspectiva de mudanças e nessa área os EUA sairão ganhando, talvez até consigam bloquear a relação comercial China-Brasil, vista como ameaça aos interesses dos EUA, que não vê com bons olhos a expansão da economia brasileira, cada vez mais apoiada na China, esta interessada na formação de outro bloco econômico envolvendo os Brics, para se contrapor ao bloco ainda hegemônico do dólar.
 
O desenvolvimento econômico dos Brics é o fato portador de mudanças no grande tabuleiro muito dele depende do desenvolvimento da China e muito deste depende da agricultura e dos recursos naturais do nosso País.

O Oriente Médio, com exceção do Irã e da Síria, está aliado uns para os EUA, outros para a Arábia Saudita, o que dá no mesmo. E a África? – Por enquanto nem conta neste jogo.

O quadro político nacional
A imagem do PT já estava bastante desgastada. A da presidente Dilma, construída por marqueteiros, teve dois pilares de sustentação: ética e competência gerencial. O perfil ético de combate “os malfeitos” não resistiu às pressões de seus partidários e aliados e a suposta competência foi diluída por falhas amplamente divulgadas, entre elas o episódio da compra da refinaria de Pasadena. Num passe de mágica, o prestígio da Presidente desmanchou em um mês com as manifestações do ano passado e continua caindo. Só dá certo as tarefas atribuídas aos militares. Seu governo, virtualmente, acabou e suas chances de reeleição, ainda existentes, diminuem dia a dia.
Estamos diante de alternativas péssimas. Ou a quadrilha do PT ou a Oligarquia Financeira Transnacional ou ainda o indianismo/ambientalismo retrogrado da Marina. A previsão é de vitória dos entreguistas do PSDB. O PMDB talvez abandone o barco assim que a candidatura do Aécio Neves ou a do Campos
 
A oligarquia financeira tudo fará para evitar a reeleição da Dilma e do Lula. A corrupta atuação do PT/PMDB no atual governo dá legitimidade a mudança de governo, cuja real finalidade é alterar os rumos da política externa, segundo a ótica dos EUA. Uma eleição do Campos /Marina seria a  pior hipótese pois travaria todo o progresso e terminaria por dividir o País em pequenas nações étnicas atreladas às ONGs da casa real inglesa. De uma corrente de Nacionalismo Honesto há poucos sinais, ela existe, mas a mídia estrangeira convenceu o nosso povo que é coisa de militares truculentos e assim ainda não encontra eco na nossa gente.
 O que podemos esperar da provável vitória do Aécio? Certamente também não será o melhor dos mundos: De bom resultará a interrupção dos incríveis amores a Cuba e a outros governos esquerdistas a quem os governos Lula/Dilma se subordinaram e a uma utópica unidade sul-americana. De mal a desnacionalização do que restou, o fim da política externa independente, a total subordinação à oligarquia financeira internacional que resultará em miséria sob o controle do FMI.

É claro que muitos petistas em seus cargos comissionados procurarão inviabilizar a administração antes da substituição e que os “movimentos sociais (MST, MAB Etc.) tentarão criar um caos que exigirá uma intervenção militar de consequências imprevisíveis.
Devemos considerar ainda que, no nosso País como em muitos outros, sempre houve fraude eleitoral. Que haja fraudes também nas urnas eletrônicas não será novidade e é provável que o nível de desconfiança tire a legitimidade da eleição. Pior ainda se algum juiz eleitoral confirmar que está mais a serviço do PT do que à lisura nas eleições. Afinal, assim que operam os partidos quando tem oportunidade.
O mundo Ocidental e a Oligarquia Financeira não ajudariam o novo governo se este lhe for favorável? – É melhor não contar com isto! São muito generosos até conseguirem o que querem. Já vimos isto no apoio à criação da Reserva Raposa-Serra do Sol. Foi só até a homologação. Depois, o abandono.
O  problema mais imediato

A sociedade brasileira está sendo artificialmente desunida e segmentada em negros, índios, feministas, gays, ambientalistas e assim por diante. Antagonismos semeados por milhares de ONGs, incitando a quem se sente injustiçado para que se torne inimigo da sociedade e que o Estado deve impor sua causa em detrimento de todos os demais.
Naturalmente, a defesa dos duvidosos direitos de grupos é mero pretexto criado pela oligarquia internacional para dividir o País ou no mínimo para quebrar-lhe a coesão. No caso da campanha indigenista está provocando uma escalada nos conflitos em vários Estados e revela potencial de uma guerra civil. Agora o risco será maior se o Governo não denunciar a Convenção dos Direitos dos Povos Indígenas até julho,pois perderemos as condições jurídicas de recusar a independência e a secessão de quaisquer das reservas que assim o desejar.
A campanha indigenista, orientada do estrangeiro visa também quebrar o setor produtivo rural, como se viu em Roraima, e não serve aos índios que desejam prosperar ( como todo ser humano) pois retira deles  a liberdade, deixando-os confinados sem direito de desenvolvimento pleno de sua própria vida, forçando-os a voltar a viver como na idade da pedra.
Não é de admirar que os maiores inimigos do movimento indigenista sejam os índios esclarecidos. Enquanto isto, gente de visão curta, fica discutindo somente a política partidária.
O Exército - O Grande Mudo
Quem inaugurou a criação das gigantescas reservas indígenas foi o Collor, mas ,para ser fiel aos fatos, foi FHC quem começou com a destruição das Forças Armadas, com as escandalosas indenizações aos ex-terroristas, deu os primeiros passos para instalação da tal Comissão da Verdade, achatou os soldos, prosseguiu com o sucateamento do material bélico e, ao criar o Ministério da Defesa, nomeou como Ministro uma pessoa suspeita de envolvimento com o crime organizado.
O Lula manteve a mesma política e, mais realista cedendo, quando a pressão ficava mais forte, e seguindo a orientação dele, Dilma nomeou o Celso Amorim, o mesmo que assinou a convenção dos povos indígenas, que nos conduzirá a guerra ou a mutilação do território.
É óbvio que o Exército está descontente, como toda a camada pensante da população e esta pede diariamente por uma intervenção, que seria legitimada porque as Forças Armadas gozam do mais alto índice de confiança da população, entretanto o Exército tende a continuar mudo, evidenciando não ter apetite por novamente ter que consertaros estragos da administração civil.
 
Não são as Forças Armadas que devem dizer qual o nível de corrupção tolerável e qual o não tolerável, nem mesmo se o País deve ser uma democracia ou até ter um regime comunista. De qualquer forma terá que intervir se houver uma guerra civil ou em caso de ameaça de separatismo, este muito mais provável.
Que Deus proteja o nosso Brasil de uma Guerra Civil!