segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

PT em busca de salvação após a condenação de Lula

Com a .condenação do ex-Presidente Lula a 12 anos de prisão, seu nome fica praticamente fora da próxima disputa presidencial, para a qual ele contaria com 31% de preferência do eleitorado, segundo pesquisas realizadas pelo instituto Datafolha.
 
Dois fatos digladiam-se num processo dialético bem definido em torno da condenação de Lula e do rumo que o Partido dos Trabalhadores -PT- deve tomar nas próximas eleições presidenciais.
 
O PT foi criado no Rio Grande do Sul e se transformou no braço político da Igreja Católica no Brasil, via Lulopetismo, através do movimento sindical do ABC paulista e das Comunidades Eclesiais de Base. O destino de Lula sempre esteve traçado como espécie de síntese do embate entre o secularismo e a religiosidade, ambos de ideologia social-marxista, contidos nessas duas vertentes.
 
O Lulopetismo se apossou  do modelo original gaúcho e imprimiu-lhe identidade nacional e competitividade na disputa do poder. Com os 14 anos desastrados do Lulopetismo no governo, minas pela corrupção sistêmica, a Igreja se mantem silente e os quadros petistas gaúchos puristas ansiosos para se livrarem de Lula e refundarem o partido com um candidato próprio de fora de São Paulo.
 
O nome que o PT lançar será a síntese dialética desse embate e poderá significar a sobrevivência ou o sepultamento da sigla "Partido dos Trabalhadores", muito desgastada e praticamente repudiada por grande parte do povo brasileiro.
 
 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Temer e Globo travam queda-de-braço

O Presidente Michel Temer, do Partido do Movimento Democrático ||Brasileiro -PMDB-, continua resistindo às investidas contra seu mandato feitas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que o acusa de praticar atos de corrupção passiva. Janot deve deixar o cargo em setembro, mas teria mais duas acusações contra Temer, ainda que a primeira tenha sido rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que recusou autorização para que o presidente seja processado. A matéria deve ser votada em Plenário, após o atual recesso parlamentar. Temer nomeou Raquel Dodge para substituir Janot e contou com a aprovação do Senado.
 
O mês de agosto, seguindo uma tradição, promete ser turbulento na política. As duas acusações que Janot pretende fazer poderão causar o afastamento de Temer da Presidência, caso a Câmara autorize abertura de processo e Temer venha a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Assumiria o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia, do partido Democratas. caso Temer venha a ser afastado do cargo. Rodrigo manteria a atual equipe econômica do governo, que vem obtendo resultados positivos na recuperação da economia.
 
Uma interpretação corrente dos fatos políticos recentes coloca as Organizações Globo como protagonistas de uma tentativa de desestabilização do Presidente Temer para que mantenha o controle das eleições de 2018 e promova a volta das esquerdas, com o Partido dos Trabalhadores -PT- do Presidente Lula concorrendo à Presidência.
 
Há fortes rumores de que Temer resolveu enfrentar a fortíssima Organizações Globo (maior conglomerado de mídia do Brasil e da América Latina) e mandar executar imensas dívidas por elas contraídas junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e Caixa Econômica Federal. No total, as Organizações Globo estariam com dívidas de 5,6 bilhões de reais, que correspondem a 58% da dívida da mídia brasileira. A empresa insiste em promover a queda de Temer.
 
Lula apresenta bons índices de intenções de voto do eleitorado para a disputa, mas também apresenta elevado índice de rejeição, além de ter sofrido recentemente forte revés em suas aspirações eleitorais,  ao ser condenado pelo juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, a nove anos e seis meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um dos processos que enfrenta na Operação Lava Jato. Lula já admitiu que o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, poderá ser o candidato do PT em 2018.
 
 
 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Temer sobrevive ao TSE e se prepara para enfrentar Janot

Num dos mais rumorosos julgamentos políticos do Brasil, o Presidente Michel Temer foi absolvido hoje pelo Tribunal Superior Eleitoral -TSE-, por quatro votos contra três, das acusações de emprego de dinheiro ilícito nas eleições de 2014, na chapa  que compôs com a ex-presidente Dilma Rousseff. Esta, por sua vez, mantém  garantidos seus direitos políticos para disputar cargo eletivo.
 
O julgamento durou três dias  e o relator da matéria, ministro Herman Benjamin, votou pela condenação da chapa Dilma/Temer por causa da formação do que chamou de "poupança propina" com recursos oriundos da corrupção na Petrobrás e outras empresas, com vistas à disputa eleitoral. O pedido de impugnação da chapa foi feito logo após as eleições pelo Partido da Social Democracia Brasileira -PSDB-, à época tendo como candidato derrotado o senador Aécio Neves.
 
Com essa vitória, o Presidente Michel Temer ganha fôlego para levar adiante a reforma trabalhista no Senado Federal, antes que tenha que enfrentar, na próxima semana, nova acusação formulada pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, sobre relações  de Michel Temer com o Grupo JBS, com base em delação feita pelo próprio presidente do grupo, empresário Joesley Batista.
 
Enquanto não forem aprovadas essas duas reformas, a trabalhista e a previdenciária, o mercado continua estagnado e os investidores internacionais em compasso de espera por causa da instabilidade política.
 
Se superar as acusações que lhe são feitas pela  PGR, Michel Temer lançará cartada decisiva na Câmara dos Deputados para a aprovação da reforma previdenciária. Temer saberá como está sua base parlamentar em relação à sua figura quando a Câmara decidir se autoriza ou não o pedido de inquérito feito por Janot.