quinta-feira, 24 de setembro de 2015

"Janela de Brasília XIV"


1. O cinismo, o diversionismo, a desfaçatez e a demagogia campeiam à vontade na política brasileira. Não é que o governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, receberá um prêmio por sua gestão à frente da crise hídrica daquele estado?

O deputado federal paulista João Paulo Papa, do Partido da Social Democracia Brasileira –PSDB- indicou o Governador Alckmin para receber o prêmio Lúcio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação, a ser entregue pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados. Foi apoiado por unanimidade.

Tudo isto acontece com milhares de paulistas tomando banho diário com caneca de água, embora o governo estadual tivesse tomado conhecimento, antecipadamente, da estiagem que atingiria o Estado, e não fez nenhum planejamento para amenizar a situação. Pobre Brasil!

2. Os hospitais do Distrito Federal estão em petição de miséria. Faltam médicos, funcionários, remédios e equipamentos. Não deveria ser essa a situação, pois o último governador, Agnelo Queiróz, é médico de carteirinha e funcionário da Secretaria de Saúde.

3. Imigrantes paquistaneses chegaram a Brasília e vêm recebendo algumas orientações para se acomodarem na cidade. O problema é que são desqualificados como mão-de-obra, a exemplo de haitianos, bolivianos e africanos que chegam ao Brasil diariamente. Não há humanitarismo nessa acolhida que recebem, mas, sim, irresponsabilidade das autoridades brasileiras, porque são imigrantes expostos a diversas vicissicitudes, entre as quais o trabalho escravo.

4. Se o metrô continuar parando, como vem acontecendo no Distrito Federal, será o caos completo para os milhares de trabalhadores que usam esse meio de transporte diariamente para se deslocarem das cidades-satélites para o Plano Piloto. A deficiência do sistema de transporte urbano com as linhas de ônibus é crônica  em todos os governos.

5. O mais famoso cavalo da equoterapia do Instituto Federal de Brasília, que se chama “Abençoado”, foi roubado misteriosamente. Ninguém sabe, ninguém viu, e nem mesmo a Polícia tem algum suspeito. Sinal dos tempos...

6. Com a seca dos últimos dias, diversas partes do cerrado em torno do Plano Piloto, em especial do Lago Paranoá, acabaram pegando fogo. Não existe coisa pior para os grileiros e invasores de terras, cujas construções precárias acabam sendo  reveladas pelos terrenos nus e devastados pelas chamas.

 

 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Sapo na panela ou areia movediça?


Em vez de considerar que a situação da Presidente Dilma Rousseff é semelhante à de um sapo que não sai da panela, mesmo quando a água esquenta -como sugere o ex-presidente Collor, em recente entrevista -,eu prefiro comparar a situação de Dilma à de alguém que caiu numa areia movediça e que tem que ter cuidado para não se mover muito para tentar escapar, senão será engolida mais rapidamente.
O processo de impeachment ainda não foi instalado, mas Collor tem razão quando afirma que será irreversível, caso venha a ser iniciado. Esse processo por si é um gerador de instabilidade político-institucional por efeito inercial, a partir da cadeia sucessória, envolvendo os partidos e todo o sistema político.
Comenta-se a possibilidade que o Partido do Movimento Democrático Brasileiro –PMDB- se decida a deixar a coalizão governamental com o Partido dos Trabalhadores, a partir de 15 de novembro, quando realizará sua convenção nacional.
Neste caso, a mudança de governo seria inevitável, mas, eu não acredito que o PMDB deixará o governo, porque a sua estratégia sempre foi ocupar maiores espaços e manter a coalizão. Assim é que já reivindica o controle do estratégico ministério da Saúde como condição a continuar apoiando Dilma no Congresso Nacional.
Prefiro acreditar que o PT pode sair do Governo, mas o PMDB não, porque sempre foi o partido a servir de eixo de sustentação da estabilidade política, ainda que a Presidência da República seja ocupada por representantes de outra sigla. É assim desde o advento da Nova Republica, com Ulysses Guimarães e Tancredo Neves monitorando os passos do partido, até agora, com José Sarney, Michel Temer e Renan Calheiros. É o partido das empreiteiras, que mandam e desmandam no Brasil há décadas.
A aprovação da CPMF será difícil, mas não impossível, caso o PMDB decida arrostar com as consequências dessa antipática medida, dando apoio e recebendo mais espaço de poder. A CPMF renderia seis bilhões de reais aos cofres públicos, segundo estimativas oficiais.
Outra medida que pode ser aprovada pelo Congresso Nacional, com menor dificuldade, é a reabertura dos bingos e cassinos, que proporcionariam, de imediato, cerca de 300 mil empregos e mais de 10 bilhões de reais por ano. Cassinos são explorados em 134 países, mas o Brasil patina no atraso em relação a essa poderosa fonte de turismo e divisas.
Somente com essas duas medidas, seria coberto metade do rombo orçamentário de 30 bilhões de dólares, tornando viável alguma reação concreta da Presidenta Dilma diante da queda vertical de sua popularidade, com apenas 8% de aprovação à sua gestão. 
 
 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O Ibope vai agora rebaixar Dilma a zero de popularidade?

Por Francisco das Chagas Leite Filho

Os jornalões trombeteiam nova pesquisa encomendada por uma dessas confederações patronais sobre a popularidade da presidenta Dilma Rousseff. Será que, dessa vez, vão rebaixá-la a zero? Claro que não. A sanha persecutória é para sangrá-la lenta e penosamente. E do zero, não há como baixar mais.
Vão tirar um ou dois pontos, na incansável tentativa de fustigá-la, alimentando o noticiário negativo diuturno contra o governo.

Seja como for, apesar de seus erros crassos nas projeções (o último foi na Argentina, quando tentou abater o candidato de Cristina Kirchner, Daniel Scioli), os institutos de pesquisas continuam deitando falação, servindo de instrumentos do poder econômico para minar as instituições e as propostas progressistas de poder.

A estratégia é conhecida. Primeiro, eles inflam candidatos cevados nos laboratórios midiáticos, tipo Marina, Aécio, Serra, ao longo das campanhas eleitorais, para fraudar a vontade do eleitor. Veja-se o caso de Haddad, cuja candidatura a prefeito de São Paulo, 2012, surgida com grande grau de competitividade, era sempre empurrado para baixo com 4%, enquanto o candidato empombado dos meios de comunicação, José Serra, disparava como virtual vencedor. O resultado da eleição foi uma derrota fragorosa do então todo-poderoso Serra.
 
Depois, derrotados como foram por Dilma, em 2014, os institutos lançam pesquisas fajutas para minar e desmoralizar seu governo. As últimas sondagens do Datafolha e do Ibope, apontam a popularidade da presidenta como estando em 8% e 9%, respectivamente. Por que ninguém diz que FHC teve 8%, em 1999, como lembra Marcos Coimbra, colunista da Carta Capital e presidente do Vox Populi, hoje funcionando como uma espécie de agência alternativa?
Eu, com a modéstia vivência de vir denunciando os grandes institutos de pesquisa desde as manipulações que fizeram contra a candidatura de Leonel Brizola, em 1989, tive uma experiência pessoal em constatar o embuste dessas pesquisas. Quando cheguei a Buenos Aires, em fins de 2011, os ibopes argentinos (cujos dados são via de regra semelhantes, porque trabalham como um cartel), apontavam o prestígio da presidenta Cristina Kirchner como estando abaixo de 19%. Um ano e pouco depois Cristina ganhava a reeleição, com 54,11%, deixando na rabeira seus adversários, os quais juntos, mal chegavam à metade de seus votos.
 
Na última reeleição de Hugo Chávez, da Venezuela, em 2012, esses institutos chegaram ao desplante de anunciar a vitória do candidato Henrique Capriles quando apresentaram suas pesquisas de boca de urna. Novamente, os resultados oficiais desmontaram a farsa: Chávez ganhou com 54,42% dos votos (7.444.082), contra 44,97% (6.151.544) de Carpiles.
A verdade é que os institutos de pesquisa manipulam grosseiramente suas sondagens, as quais, matematicamente, podem acertar, mas como são distorcidas para atender a interesses de quem lhes paga ou os controla, sempre dão com os burros n’agua. A mesma tática de assédio aos governos progressistas ocorre com as chamadas agências de medidoras do risco país, outro braço do sistema econômico, para, junto com a mídia, implodir governos indesejáveis e levantar regimes dóceis ao capitalismo selvagem e seu séquito de desemprego, arrocho salarial e dilapidação da máquina pública.
Agora, por exemplo, se fez um estardalhaço com o relatório da Standard & Poor’s, que rebaixou o desempenho do atual governo, do grau BBB (bom pagador) para o grau BB (mais ou menos bom pagador). Tampouco ninguém se lembrou que o governo pró-midiático FHC foi rebaixado, em 1999, não de BBB para BB, mas de BB para B+ (mal pagador).
Vivemos uma época de mistificação das mais torpes e que levou o escritor uruguaio Eduardo Galeano, recentemente falecido, a constatar que, para entender as coisas, é preciso ver tudo ao revés. Decididamente, as pesquisas estão aí para potenciar a cadeia do pessimismo e do medo, tão predatório quanto inconsequente.
A felicidade é que, ultimamente, eles estão fraquejando em atingir seu alvo, que é a ruptura do processo constitucional que elegeu democraticamente a atual presidenta da República (a prova está na robustez de regimes populares como a Argentina, Equador, Bolívia, Venezuela e Nicarágua). Em crise com a própria decadência econômica e o cerco implacável da internet, para não falar questionamentos cada vez mais amplos em torno do maltrato à informação, as pesquisas e a mídia também, as Standard & Poor’s enfrentam um esvaziamento progressivo em seu antigo poder sobre as mentes.

Janela de Brasília (XIII)


1. Com umidade relativa do ar chegando a 11%, o estado de emergência no Distrito Federal foi declarado ontem pelos órgãos ambientais, mas hoje pode piorar essa situação muito próxima a do deserto do Saara.

2. Há um lugar à orla do Lago Norte conhecido como “Praínha”. É ali que o povo do Paranoá, Itapuã, Sobradinho, Lago Norte e Lago Sul (sim, Lagos Norte e Sul!) se deliciam nas águas frescas do Lago Paranoá, montando barracas a partir de sábado e lá ficando comendo e bebendo até a noite de domingo. Se o feriado chegar até segunda-feira, nada afasta os banhistas, principalmente com esse clima seco em Brasília.

Na “Praínha”, que é um daqueles “balneários” gerados espontaneamente, não há nada regulamentado pelo governo do Distrito Federal, mas a Polícia sempre fica vigilante e com atenção redobrada nos feriados, que chegam a juntar mais de mil pessoas com seus automóveis.

3. Meu amigo Nicolas Behr, “o poeta de Brasília”, lançou, no último dia 19, seu novo livro “Brasilyrik”, coletânea de poemas de várias outras obras do autor. O título é referência a “Brasilírica”, nome de um movimento poético brasiliense surgido nos anos 2000, cujos integrantes são os poetas Gerson de Veras, Moacir Macedo e Reginaldo Gontijo e a poetisa Maria Maia.

4. Brasília vem registrando uma das mais altas inflações no País, mas o que chama mais a atenção,  no recente reajuste dos preços ao consumidor, é a alta, de dois reais para dez reais, no preço do ingresso para visita ao Jardim Zoológico.

A justificativa é que o Zoológico vem operando no vermelho, o que prejudica o tratamento dos animais. Seria o caso de se estudar a adoção de animais, como é feita em diversos zoológicos internacionais.

5. Tem gente produzindo uva de boa qualidade no Distrito Federal. E há quem diga que o cerrado não presta para o cultivo de certas frutíferas... Em se plantando, quase tudo dá...

domingo, 20 de setembro de 2015

Nomenklatura ou Aparelhamento do Estado


 
Aylê –Salassié F. Quintão
 
              Com evasivas e silêncios prolongados, a presidente Dilma adia sistematicamente a decisão sobre o enxugamento da máquina do Estado que funcionaria como  uma contrapartida do esforço do Governo  para amenizar o impacto das contas no tal “orçamento deficitário”. Se se dispuser a fazê-lo, terá de começar pelos  18 mil cargos  existentes dentro da própria Presidência da República e pelos 39 ministérios. Depois, passar uma borracha, mesmo que parcial, sobre os 130 mil novos contratados pelo governo do PT, espalhados dentro do aparelho de Estado e, concomitante, reduzir  as 7 mil novas funções de chefia também criadas dentro do espaço público . Finalmente teria de negociar cada função comprometida com cerca  de 15 partidos, centenas de políticos da base aliada e, sobretudo, seus milhares de militantes.
                   Isso remete a demissão em massa de servidores ocorrida, pela primeira vez, no Distrito Federal,  na troca da chefia do Governo  entre Joaquim Roriz (PMDB) e Cristovam Buarque(PT). Não se tratava bem de conter excessos de gastos, mas de aparelhamento da máquina. Governador pelo PT, Cristovam   assumiu, e começou a desmontar a estrutura administrativa de Roriz, introduzindo em todos os cantos militantes do seu partido . Deu-se uma enorme confusão, e o Cristovam mal teve tempo de governar. Ao ganhar a eleição seguinte,  Roriz tentou recuperar seu espaço, procurando demitir  os petistas dos cargos de chefia. Os espaços estavam,  contudo, minados  politicamente, o que ajudou inclusive Agnelo Queiroz a vencer a eleição que veio a seguir.  
              Vem tudo isso do governo de Stálin (1922-1953) na Rússia, embora Lênin, que o antecedeu, já reclamasse do fato de que suas ordens chegavam  desvirtuadas em baixo, ou sequer eram cumpridas. Stálin mudou tudo. Incrustou o partido na estrutura do Estado  e das empresas, criando ainda uma polícia própria. Os subalternos estavam compulsoriamente comprometidos em dar cumprimento a qualquer ordem superior. Assim, na gestão de Stálin, os Planos Quinquenais registraram expansões do produto interno bruto da Rússia nunca antes - e nem depois - conseguidas. Instituíra uma estrutura de apoio à governabilidade que ia dos aparelhos repressivos e ideológicos à burocracia de Estado. De menos de 300 mil , o número de funcionários públicos nos anos iniciais da revolução passou para mais de 5 milhões. A estratégia terminou por  gerar uma casta dentro da luta de classes, chamada de nomenklatura, que manipulava as políticas e os seus resultados,   levando Trostski a denunciá-la no livro A Revolução Traída, do que resultou o seu assassinato.
             No Brasil, é de surpreender alguns que a  Laterna de Popa dos militares fê-los  acompanhar a fase stalinista da revolução russa, instituindo uma categoria profissional, chamada genericamente de “tecnocracia”,  profissionais altamente preparados e descompromissados com partidos políticos. Com ela vieram os Planos de Desenvolvimento. Por meio deles fruía de maneira orgânica indicações claras para as políticas públicas setoriais, com objetivos, metas, metodologias, fontes de financiamentos reais e massa crítica competente para a sua execução. Esses homens pavimentaram o caminho para o tal   salto no desenvolvimento de que falava Gunnar Myrdal .
             Veio a Nova República. Não havia um projeto de Nação. Buscava-se a democratização como panacéia.  Era um projeto de Poder . O IPEA foi abandonado e o Banco Central perdeu os rumos dos indicadores.Aquela estrutura tecnocrática que amparava a governabilidade, e que não chegava a ter a força da nomenklatura estalinista, foi substituída pelo aparelhamento político e partidário , que a serviço de cada um de seus membros e correntes, começou a preocupar-se com pequenos eventos, tapando um buraco aqui e outro ali.  O Brasil chegou a ter uma inflação de 1.200% ao ano .  Com FHC o neoliberalismo desembarcou por aqui, e com o Lula surgiu uma fase de maquiagem das políticas anteriores associadas a iniciativas confusamente diversificadas  de justiça social. 
              Divididos entre partidos os 39 ministérios, os cargos de secretários-executivos foram preservados  para o pessoal com estreitos vínculos corporativos . Exemplo extremo é o do ministério da Defesa. A ocupação dos postos de decisão sobre políticas públicas por pessoas messianicamente preocupadas com velhos projetos de poder, partidários ou pessoais,  fez com que o País caísse em mãos inadequadas: 6 milhões de funcionários – dos quais um milhão  de terceirizados e sindicalizados – e uma folha de pagamento responsável pelo gastos oficiais de mais 60% do Orçamento da União . Disso tudo  restam hoje os desafios:  conseguir, numa mesma cajadada, matar a sobrecarga de gastos advindos de empregos públicos pouco produtivos e ,ao mesmo tempo, desmontar o aparelhamento do Estado. Quem  tem coragem para mexer isso: a presidente Dilma, os ministros Levy e Barbosa  ou  o Congresso.
Jornalista e professor, Doutor em História Cultural. Consultor da Catalytica Empreendimentos e Inovação Social

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A trombeta de Alarico

 
Pedro Rogério Moreira
 
   Neste momento em que o Ocidente assiste com horror e misericórdia à maior onda migratória forçada desde a empreendida pelos povos perseguidos pelo nazismo, é oportuno visitar (ou revisitar, como fez este redator), a magistral obra do historiador inglês Edward Gibbon, Declínio e queda do Império Romano. Gibbon colocou o ponto final em seu estudo, o mais completo da historiografia romana, no dia 27 de junho de 1787. Portanto, há 228 anos. E quanta atualidade o livro escancara aos olhos espantados do leitor do século 21! Mais: o quanto Gibbon adverte para o futuro, que afinal chegou.
    Ao contrário do que muitos pensam, o Império Romano, em diversos momentos de sua grandiosa existência, foi de uma liberalidade leviana que rivaliza com seus piores momentos de intensa crueldade. Tal qual hoje se comportam os Estados Unidos e as nações européias que no século 19 e 20 mantinham sob seu tacão nações inteiras da África e do Oriente. Maus ali, bonzinhos aqui. Maus com crueldade. Bonzinhos com leviandade.
    A política externa de Roma, sob o imperador Valente (365), pressionada pelo huno Átila, abriu as fronteiras do Norte ao acolhimento dos godos, chamados bárbaros pelo Império. Afinal, é preciso demonstrar boa vontade, misericórdia com os vencidos. Fala mais alto a alma latina.
     Foi o marco do declínio imperial, assinala Gibbon. Os godos foram admitidos no exército romano, até como oficiais! Prosperaram no magistério e na administração pública, sem falar nos serviços domésticos.
     Até que, no inicio dos anos 400, a trombeta de Alarico soou pelo Império Romano, despertando de um aparente sono toda a ira, humilhação, recalques e barbárie dos homens do Norte que viviam sob o acolhimento romano. O grande guerreiro queria conquistar o mundo. E sobretudo cobrar o tributo de séculos de governantes romanos ímpios, embora, de vez em quando, bonzinhos...
   Gibbon revive assim este momento: O rei dos godos, que não mais dissimulava sua sede de pilhagem e vingança, surgiu em armas sob as muralhas da capital, e o trêmulo Senado, sem nenhuma esperança de socorro, preparou-se para, através de uma desesperada resistência, retardar a ruína de sua pátria. Mas nada pôde fazer contra a secreta conspiração de seus escravos e criados, os quais, por nascimento ou interesse, perfilhavam a causa do inimigo. Após 1163 anos de sua fundação, Roma, que subjugara e civilizara parte tão considerável da humanidade, viu-se entregue à fúria licenciosa das tribos da Germânia e da Cítia.
   Nada havia sido esquecido, naqueles povos antes oprimidos pela bota imperial. O que se deu, então? Oficiais godos matavam seus colegas de farda, oficiais romanos; soldados godos saqueavam os quartéis onde serviam. Alunos godos matavam seus mestres romanos! Criados godos matavam patrões romanos que os tinham como fiéis servidores.
   Prossegue o historiador inglês: É lícito perguntar-nos, com ansiosa curiosidade, se a Europa ainda está ameaçada da repetição das calamidades que afligiram as armas e as instituições romanas.
    Ele mesmo responde: Novos inimigos e perigos ignorados podem possivelmente surgir de algum povo obscuro, mal visível ainda no mapa do mundo.
     Ora, 228 anos depois de Gibbon proferir a advertência, estamos nós, no Ocidente, espantados com o Estado Islâmico, o Boko Haran e outros povos cruéis que barbarizam a civilização.
    O caráter do Ocidente cristão ou mesmo dos ocidentais sem crenças, está felizmente impregnado das virtudes da misericórdia e do sentido ético do humanitarismo. É exatamente isto que nos diferencia da barbárie. Não podemos dar as costas a crianças mortas no Mediterrâneo nem à onda de esfomeados que trilham hoje a Europa tentando uma nova existência digna. É o nosso evangelho, sejamos por Cristo ou não.
    Pois o mundo civilizado espera, ou quer acreditar, que essa Hégira do século 21, que assistimos pela televisão, seja inspirada naquela empreendida por Maomé em 622: pela construção da paz.
   Mas, depois de ler o Gibbon, eu cá me pergunto e passo a pergunta ao leitor: - Por que países ricos, imensamente ricos, e cultural e religiosamente afinados com a onda migratória, como a nababa Arábia Saudita, a bela Turquia, os Emirados endinheirados de petróleo porque tais países de teocracia muçulmana não acolhem seus irmãos muçulmanos? O Egito, ali pertinho, com grandes áreas do Nilo ainda a agriculturar, por que não chama a si, ou pelo menos partilha com a Europa, a responsabilidade moral de amparar os refugiados?
   E a pergunta de Gibbon permanece: e se ressoar a trombeta de um novo Alarico?
  Um sucesso editorial em todo o mundo, este ano, é o romance “Submissão”, do escritor francês Michel Huelebequec (Prêmio Gouncourt). Ele ficciona de modo perturbador: em 2022, é eleito presidente da República da França o candidato do (inexistente hoje) Partido da Irmandade Muçulmana, que vinha pregando o bolsa-família para quem tivesse mais filhos. Desentendimentos internos (como sempre estúpidos) na Esquerda e na Direita tradicionais francesas, consagram o candidato popularíssimo da burca.
   É mais um aviso da trombeta de Alarico?

Pílulas do Vicente Limongi Netto

Golpe
Semelhante canalhice e empulhação, que os   pseudos éticos e moralistas  estão armando para apear Dilma do cargo, também foi feita contra Collor. Não existem provas de corrupção contra Dilma, assim como não existiam contra Collor. A  exemplo do que ocorreu com Collor,  Dilma é vítima de um imundo, torpe e ordinário jogo político. 
Os patifes com eterna banca de isentos e democratas querem rasgar a Constituição e jogar no lixo o resultado das urnas para arrancar Dilma da Chefia da Nação. Exatamente o que fizeram contra Collor. Descaradamente ,mostram que não sabem perder. Forçam a barra, inventando um terceiro turno. É inacreditável o colossal cinismo do timeco dos democratas de meia pataca.
Romário
Em vôo Rio- Brasilia, o jornalista Bruno Astuto e demais passageiros conheceram de perto o verdadeiro Romário: Grosseiro, antipático, rude, nojento, boçal e ignorante com pessoas que procuravam se aproximar dele. Astuto revelou nas redes sociais que sentiu nôjo, com vontade de vomitar no imbecil.
Crianças
Morro de tristeza. Uma forte angústia aflinge meu coração, quando vejo crianças amontoadas, desesperadas, sozinhas, perdidas, no tumulto beirando o caos dos refugiados, espantados como gado tentando fugir do matadouro.
Seguramente Deus não criou o mundo para o ser humano precisar suportar tanta dor e sofrimento. Rezo para que não morram mais crianças. Toda criança merece crescer feliz, em ambiente de amor e paz.
Como cidadão, pai e avô, admito ser difícil aguentar novas cenas chocantes como as que mundo tem visto. A humanidade torce para que esta longa , sangrenta e penosa peregrinação dos refugiados chegue finalmente a um final grandioso e digno.
Armas
A reportagem “A cada fuzil apreendido com criminosos no Rio, outros dois são vendidos” de Elenilce Bottari, publicada em O Globo de 13/09/2015, não nos causa surpresa. A repórter Vera Araújo foi à Cidade do Leste, no Paraguai, e retornou com uma réplica de fuzil M16, apresentando-a ao Secretário de Segurança José Mariano Beltrame, confirmando com seu gesto que tudo continua como antes no quartel de Abrantes.
Diógenes Dantas Filho, Coronel  das Forças Especiais/ Consultor de Segurança, assim define o problema:
“O Plano Estratégico de Fronteiras”, instituído pela presidente Dilma Rousseff no Decreto 7.492, de 8 de junho de 2011, não está surtindo efeito, haja vista o aumento da violência no Rio de Janeiro e em São Paulo, Estados da Federação que estão entre os maiores possuidores de armas de guerra na América do Sul. No território fluminense, as estatísticas revelam um aumento médio de 70% nas apreensões de fuzis e granadas, em comparação com o ano passado. Segundo o Secretário de Segurança, diariamente a polícia retira um fuzil e duas granadas das mãos de criminosos no Estado.

No Trabalho de Conclusão de Curso/2002 na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército abordei este problema, que consta, inclusive, no relatório final da COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO DESTINADA A INVESTIGAR AS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS DO TRÁFICO DE ARMAS/2006, presidida pelo Deputado Moroni Torgan, que após meu depoimento disse que nada havia mudado nos últimos 4 anos. E, agora, passados mais 9 anos, a reportagem citada confirma a existência do mesmo problema desde 2002.
As Operações Sentinela e Ágata, dos Ministérios da Justiça e da Defesa, respectivamente, anunciadas durante a campanha de reeleição da presidente, já receberam R$ 285 milhões em investimentos. Mas, não existe um controle eficaz nas nossas fronteiras.
Aliás, o desperdício é uma característica deste governo que insiste em contrariar princípios estratégicos como simplicidade, unidade de comando, objetividade, acompanhamento de projetos e verificação de resultados
“A ONG Natureza Verde fez um levantamento minucioso em toda a faixa de fronteira do país, com o objetivo de elaborar um projeto de parceria público-privada (PPP) para a implantação de postos de fiscalização nos principais acessos ao país”. A ideia é louvável mas a ONG deve observar os princípios da clareza e segurança para sabermos quais os seus reais objetivos a alcançar. O Estado não pode ficar alheio a um problema desta dimensão.
Segundo a direção da ONG Natureza Verde deve aumentar a disponibilidade de armas no mercado negro, em função do acordo a ser fechado entre os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo colombiano. Para onde irão os milhares de fuzis com o desarmamento da guerrilha?
A verdade é que a problemática das armas ainda não foi equacionada e o número de homicídios com armas de fogo no Brasil é enorme já chegando a 60 mil mortes por ano.
A posição geográfica de nosso País, a sua dimensão, os espaços vazios, a falta de presença do Estado em todo rincão brasileiro e o não cumprimento de acordos internacionais, particularmente do Mercosul, facilitam e estimulam a ação criminosa.
A corrupção existente, o desrespeito ao princípio de autoridade, as facilidades fronteiriças, o contrabando, o comércio ilegal de armas associado ao tráfico de drogas, às grandes cifras envolvidas e à lavagem de dinheiro sujo, contribuem para a entrada ilegal no País de enorme quantidade de armamento e munição.
O tráfico de armas contribui para agravar os óbices da Segurança Pública já incluída no rol dos principais problemas brasileiros.
Para evitar mal maior é preciso AGIR com vontade política de fato, com presteza e oportunidade para eliminar as atuais vulnerabilidades de toda ordem."
Crise no Amazonas
Com a crise, apenas quatro produtos estão sustentando a economia do Amazonas: Motocicletas, celulares, televisões e condicionadores de ar.  Este ano, em seis meses, três desses produtos tiveram queda de 32% na produção, em comparação com o mesmo período de 2014. A avaliação é do presidente do Centro da Indústia do Amazonas, Wilson Périco.
CPI abortada
O maior colunista do planeta terra,  Juca Kfoury  jogou a tolha. Finalmente constatou que Romário ainda tem muito que aprender como politico("RomárioxRomero", esporte- "Domingo de gala"- 13/9). "A CPI nasceu para morrer", admitiu kfoury. Romário precisa  beber muito nescau e comer bastante rapadura se quiser  um dia bater de frente com   Romero Jucá. CPI  não pode servir de brinquedo para  embalar mágoas, ressentimentos e vingança.
Marin
O  ex-presidente da CBF, José Maria Marin, continua preso, na Suiça, há quase 5 meses, sem que tenha sido julgado ou condenado. Forte evidência de que não é apenas no Brasil que as leis falham ou são injustas.

 
 
 
 
 
 

 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

A equação que ameaça Dilma


Fico impressionado com a falta de imaginação dos governantes brasileiros – entenda-se desde a Presidente Dilma Rousseff até os governadores estaduais –, diante da crise que a falta de planejamento, a má gestão da coisa pública e a corrupção criaram para o Brasil, um país rico em recursos naturais e que tem todos os fundamentos para ser uma potência econômica, mas que recebe agora o selo de potencial caloteiro.

Aumentar impostos e impor a volta da famigerada Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira – CPMF- para cobrir rombo de 30 bilhões de reais no Orçamento é o pensamento único prevalecente nas esferas governamentais. Mas, como fica o prejuízo de cerca de 85 bilhões de reais por ano causado pela corrupção ao Brasil? Eu penso que pode ser até bem mais elevada a quantia desviada, pois suspeito que a dimensão exata do que roubam no Brasil seja mal calculada.

O leitor e economista Aluízio Eugênio Martins, de Campinas, sugere que se apanhe o valor do rombo nas contas governo -30 bilhões de reais- e se divida pelos eleitores que votaram no Partido dos Trabalhadores -54.501.118 eleitores -.Assim caberá a cada eleitor do PT pagar 550,45 reais (plano em 12 meses 45,87 direto no boleto e em 24 meses  22,93 também no boleto).

Sem dúvida, eu colocaria o Partido do Movimento Democrático Brasileiro –PMDB-- como principal responsável pela situação em que se encontra o País, e talvez essa ironia do economista Aluízio Eugênio fizesse algum sentido, porque não há - mas deveria haver - algum dispositivo em política que preveja a responsabilização individual dos eleitores pelos desmandos e deslizes daqueles que escolheram pelo voto para seus representantes no Executivo e no Legislativo.

Cheios de empáfia e cinismo, os governantes anunciam ajuste fiscal, aumentos dos impostos e redução de vencimentos com a penalização dos trabalhadores e assalariados, em especial aposentados e funcionários públicos, que são essenciais para o Estado brasileiro. Mas não se esclarecem as causas que levaram o Brasil a essa situação.

A Oposição, com a sua fatia de responsabilidade, por ter sido omissa no cumprimento de seu papel, e até conivente, transmite  à população a percepção de que a conta salgada será paga pela maioria dos cidadãos, enquanto a minoria esperta –as elites – escapa indene à crise.

Óbvio que o Estado deve ser redimensionado com a devida meritocracia e a reorganização do serviço público conforme padrões morais e éticos idealizados por Ely Lopes Meirelles, José Cretella Junior, Celso Antonio Bandeira de Mello, Maria Sylvia Zanella di Pietro, José Afonso da Silva, etc., dentre os expoentes do Direito Administrativo no Brasil.

Dilma afirma que impeachment baseado em crise econômica é a nova modalidade de golpe contra a democracia. Em política, a legitimidade das urnas reclama eficácia do governante, sem a qual se perde a governabilidade e o consentimento das massas. A equação Governabilidade= Legitimidade + Eficácia é límpida.

 

 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Janela de Brasília(XII)


1. Em alguns bairros do Plano Piloto e das Cidades-Satélites, circulam imigrantes que, aparentemente, não mereciam ser benvindos e nem mesmo receber visto de permanência no Brasil. No Lago Norte, na área do Centro de Atividades, alguns árabes e portugueses desafiam a paciência de comerciantes e moradores e chegam a ser ameaçadores, quando advertidos por práticas incivilizadas e anti-higiênicas, sem que haja qualquer ação de policiais para coibir abusos desses indivíduos. Estrangeiros, normalmente, devem procurar ganhar a confiança dos nativos, mas não parece ser este o caso de alguns que circulam por Brasília.

2.  Ameaça chover em Brasília, mas água boa mesmo para molhar as plantas e gramados e o coração dos brasilienses não chegou ainda, embora haja nuvens e calor suficientes para isto. Os cajueiros já estão cheios de frutos e tudo indica que a safra deste ano será das melhores.

3.  O Lago Paranoá é o coração de Brasília, mas não é tratado como tal, tantos são os dejetos de todo tipo lançados ao seu leito diariamente e, em especial, nos finais-de-semana, quando os barcos e pescadores infestam a paisagem e os jets skis, em número cada vez mais crescente, como praga, varrem o Lago poluindo as águas com óleo e muito barulho e criando ondas que dificultam a reprodução dos peixes menores às margens.

4. A falta de um sistema eficiente de transporte coletivo é um carma para os moradores do Distrito Federal. Entra governo e sai governo, e não se consegue uma solução capaz de atender aos anseios dos passageiros e a necessidade de custos operacionais para os empresários do setor. Nem o metrô conseguiu ainda amenizar a contento a situação, que exige ampliação dessa modalidade de transporte para a saída norte de Brasília.

5. Aumentar impostos, como querem os governos federal e do Distrito Federal, é o caminho fácil para quem governa sem comunhão com os sentimentos da população, que acaba pagando a conta final. É uma forma disfarçada de escravidão, porque poucos usufrem e muitos são sacrificados cada vez mais com doses cavalares de trabalho e dívidas. Governos justos não levantam muros que acabam derrubados, como aconteceu no 7 de setembro em Brasília...

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Janela de Brasília( XI)

1. A retomada das obras de construção civil no Distrito Federal, que são as que geram empregos, preocupa os empresários do setor e o próprio comércio, depois que a crise econômica vivida pelo País deixou os órgãos públicos como única salvação  de peso para as atividades econômicas e comerciais da Capital.O rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência Standard & Poor's (S&) foi uma ducha de água fria em todos os que acreditavam na sazonalidade da crise. O clima é de expectativa e pessimismo, ainda mais em decorrência da situação política.
 
2.  O Jardim Botânico de Brasília tem mais de 25 mil espécies de plantas, mas há uma campanha para promover o Ipê amarelo como a planta da cidade. De fato, estão lindos, com a floração abundante em plena seca, mas,  a Cagaita, com suas flores brancas, merece  melhor consideração, ainda mais porque é uma espécie típica do Cerrado.
 
3. Como anda o Governo Rollemberg, do Partido Socialista Brasileiro -PSB-? Vai relativamente bem, considerando-se a "herança maldita" recebida do seu antecessor Agnelo Queiróz, do Partido dos Trabalhadores -PT-. Mas, não deixa de ser intrigante, para qualquer cidadão, saber que há milhares de equipamentos hospitalares adquiridos na gestão anterior e atualmente abandonados, quando há diversos hospitais  falidos por falta de equipamentos e funcionários. E ninguém aparece para justificar esse descaso para com a população.
 
4. É lamentável que Brasília disponha hoje apenas de um jornal de peso, o "Correio Braziliense", que detém  o monopólio da comunicação impressa em papel, deixando outros seis jornais, alguns on line, praticamente ignorados pelos leitores.
 
5. Houve um tempo em que se comia paella a marinera ou  paella a valenciana em alguns restaurantes especializados em frutos- do- mar ou mesmo  ou de culinária espanhola. Hoje, esse prato sumiu e, com certa dificuldade, é feito improvisadamente por alguns chefs  saudosistas em Brasília.Nenhum se esmera, como os antigos  restaurantes " O Espanhol" e "Salamanca"(já fechados) na paella  com açafrão vermelho  feito dos pistilos da flor  crocus sativus, que custa cerca de 90 reais o grama, verdadeiro ouro-em-pó dos temperos.
 
 
 
 
 
 
 

Pílulas do Vicente Limongi Netto

Corajosa
Ministro Edinho garante que Dilma confia em Mercadante.  Paciência. Azar o dela.  Com amigo como Mercadante, Dilma e o governo não precisam de inimigos.
CPI às moscas

A inútil e demagógica CPi do Futebol só serve para inflar o ego do senador Romário. A iniciativa é  desnecessária, sonolenta e sem importância. Tanto que nem os próprios senadores da pamtomima aparecem para votar e tomar decisões. A começar pelo relator Romero Jucá, que tem  coisas mais importantes para produzir e fazer no congresso, do que ficar recebendo ordens tolas e absurdas de Romário. 
O clima na patética CPI é tão ruim que o neófito Romário tentou destituir da relatoria o respeitado e calejado Romero Jucá. Pobre, imprudente e mal assessorado Romário. Tem que beber muito toddy e comer muita rapadura para tentar se igualar a politico expressivos e de trajetórias vitoriosas como Romero Jucá.
Ninguém de bom senso vai colocar azeitona na empada do ressentido Romário. O único objetivo do ex-jogador é se vingar da CBF e dos seus principais dirigentes. Não tem saída para Romário. Principalmente quando se agarra  em figuras grotescas e repugnantes, como o rebotalho Juca Kfoury, outro recalcado e desclassificado, que se acha o maioral quando joga as patas na CBF e em Marco Polo Del Nero.  Pobre diabo.
Defesa do Consumidor

Nas matérias e notas saudando os 25 anos do Código de Defesa do Consumidor(CDC), ninguém teve sensibilidade nem boa fé e isenção  jornalística para informar que a iniciativa foi do governo do então presidente Fernando Collor. Assim caminha a humanidade,e o jornalismo se amesquinha
Sempre Ganso

Ainda levo fé no talento do Ganso. Tem se movimentado bastante,  inclusive pelas laterais, chegando bem e fácil na frente, enfiando aquelas bolas magistrais, pensando mais rápido do que a maioria dos colegas(creio que aí que está o busilis. Os caras não acompanham o raciocinio dele.), chutando mais a gol.  Joga fácil, com objetividade, clareza e inteligência. tem classe e categoria. mereceu elogios do PVC, na folha de segunda, pela atuação contra o Internacional. O São Paulo botou o time gaúcho na roda. Ganso participou ativamente e diretamente dos dois gols. 
Ganso tem chances. sobretudo porque Dunga declarou que o grupo ainda não está fechado. Ainda bem. Seria terrível, uma calamidade. Nessa linha, Lucas Mendes, do Santos, é bom jogador, mas não é melhor do que Ganso. Francamente. Aliás, nem Oscar joga mais do que Ganso. Sempre reitero quando falo de Ganso: Perguntem(nunca perguntaram!) qual a opinião dele sobre o futebol do Ganso. Ganso só precisa de uma oportunidade,  de um estímulo. a bola e os deuses do futebol agradecerão, felizes.
Ensaios de Kramer
O cientista político Paulo Kramer lança, no próximo dia 16, no Parlamundi (LBV), na SQS 915, seu novo livro: 5 ensaios de política:Liberalismo,Conservadorismo e Neoconservadorismo, pela Editora Elevação. O evento ocorrerá  das 19:30 às 22 horas.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Janela de Brasília (X)


1.       O feriadão de sete de setembro deixou Brasília silenciosa. Muita gente viajou e deixou para voltar – se é que voltará – no próximo domingo, pois ninguém é de ferro... O Lago, nas imediações da Barragem do Paranoá- estava infestado de barcos no dia 7. Mais de 40 navegadores fazendo churrascos com seus familiares e amigos, num espetáculo bonito de se ver. A “Praínha”, praia improvisada do povão no Lago Norte, foi tomada pelos automóveis e banhistas desde sábado. Houve gente, vinda de todos os lados do Distrito Federal, que passou o feriadão ali mesmo, comendo churrasquinho e cachorro-quente e bebendo muita cerveja e cachaça até o sol nascer, estimulados por uma seca implacável e uma água límpida e fria. Nos viveiros de plantas, aqueles aficionados dos jardins que não viajaram aproveitaram para comprar sementes, plantas e adubos para suas residências. A chuva chegou de mansinho, ameaçou despencar com mais força, mas acabou frustrando aqueles que fizeram rituais clamando pela ajuda de São Pedro.

2.       Tem muita gente pescando peixes grandes no Lago Paranoá, graças ao povoamento feito pelos órgãos ambientais ligados à pesca no Distrito Federal. Mas, também, muitos peixes, como o Tucunaré, o Tambaqui, a Tilápia e a Carpa, são oriundos de criatórios desativados no Distrito Federal e chegam ao Lago, nos períodos chuvosos, através dos rios que nele deságuam.

3.       A recuperação dos espaços da orla do Lago que foram irregularmente ocupados por invasores, para entretenimento e lazer da população, vai ocorrendo de forma dinâmica, por determinação do Governo do Distrito Federal, mas a definição de um espaço de 30 metros da margem para a desocupação não é tão consensual. O GDF estuda o impacto que isto pode causar no meio-ambiente.

4.       Não é fácil encontrar em Brasília um restaurante capaz de servir vieiras conforme manda o ritual culinário. Aliás, a iguaria, espécie de molusco parecido com ostra, natural da costa brasileira, é rara, e também custa muito cara, segundo ouvi de alguns amigos chefs. Outro prato difícil de encontrar nos restaurantes, para tristeza minha, é o escargot-au-sauce, que também sumiu das prateleiras dos supermercados.

5.       A sanha arrecadadora do Detran do Distrito Federal aumenta cada vez mais, porque, além de ganhar muito dinheiro, o órgão está convencido de que é melhor arrecadar do que educar o motorista. Essa estória de que o bolso é o ponto mais sensível do motorista não vale. A palavra bem dita sempre valerá mais.

DEFICIT DE SOBERANIA

 
 General de Exército  Guilherme Theophilo- (Comandante Militar da Amazônia)
Durante essa semana, uma questão me chamou tanto a atenção que decidi trazê-la para a reflexão do leitor. Na quinta-feira, dia 20, observei um comentário de um conhecido que acompanhava o noticiário em seu aparelho celular. Eufóricamente, ele comentava que mais uma vez presenciava uma goleada da Alemanha. Mais uma vez, o Brasil era humilhado. - Sete a um de novo, dizia ele.
Em um primeiro momento, imaginei que suas assertivas eram referentes a uma partida de futebol entre Brasil e Alemanha, tal como foi na traumática semifinal da Copa de 2014, com o vergonhoso placar de 7 x 1 para a Alemanha. Porém, após observar com mais atenção, percebi que, na verdade,  aquele jovem fazia uma analogia crítica ao recente acordo de cooperação técnica, assinado entre os governos de Brasil e Alemanha, com o qual aquele país europeu assumiu o compromisso de investir em torno de R$ 200 milhões na conservação ambiental e na regularização ambiental de imóveis rurais na Amazônia Legal e em áreas de transição para o Cerrado.
 
O acordo foi assinado pelo Executivo dos respectivos países, durante a abertura da Conferência Florestas, Clima e Biodiversidade, em Brasília, naquele dia. Imediatamente, lembrei das inúmeras ações do país germânico na Amazônia.
 
Entre as mais recentes, destaco a solicitação do Exército Alemão par conhecer o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), exatamente no período no qual desenvolvemos ações no contexto da mundialmente conhecida Estratégia da Resistência (visa defender a Amazônia de um provável invasor); o interesse em participar de seminário de doenças tropicais, em Manaus; e os investimentos no recém-inaugurado Observatório Amazônico de Torre Alta, a 200 Km de Manaus, com o objetivo de estudar a emissão de CO2, o ecossistema da floresta, radiação, metano, aerossol e vários outros parâmetros.
 
 Importante destacar que a Alemanha é o 4º maior parceiro comercial do Brasil, ficando atrás apenas da China, dos EUA e da Argentina, estabelecendo em 2014 um fluxo de U$ 20,5 bilhões. Além disso, esse interesse germânico pelo Brasil não é novidade, pois as relações diplomáticas e comerciais entre os dois países tiveram início no século 19  e evoluíram para cooperação em diversas áreas, o que evidencia o interesse estratégico no Brasil a longo prazo.
 
 Contudo, considerando que não há países amigos, mas interesses comuns, devemos acompanhar atentamente essa aproximação a fim de identificar claramente o que está em jogo. Vi que, pouco antes do encontro entre a chanceler alemã e a presidente Dilma Rousseff, a ONG Fundo Mundial para a Natureza (WWF) lançou uma campanha, utilizando formigas do Zoológico de Colônia, na Alemanha, carregando folhas com mensagens pedindo a proteção da floresta amazônica. A WWF é a mesma acusada pelo jornalista alemão Wilfried Huismann, em seu livro Schwarzbuch WWF – Dunkle Geschäfte im Zeichen der Panda (O livro negro do WWF – Negócios obscuros em nome do panda, em tradução livre) de cooperar com alguns dos maiores destruidores do meio ambiente no mundo. A WWF também foi acusada pela ONG estadunidense Global Witness de permitir que a sua marca seja apropriada por empresas que exploram o meio ambiente de maneira predatória, favorecendo e encobrindo as suas atividades sob o selo de “sustentabilidade” da ONG.
 
 Nesse contexto, ressalto o recente alerta do atual Comandante do Exército Brasileiro, General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN), sobre os riscos de enfraquecimento da soberania do Brasil sobre a parte nacional da Amazônia. Segundo o Comandante, as situações que limitam a autoridade do Brasil sobre decisões estratégicas para o desenvolvimento da região caracterizam muito bem os “déficits de soberania” que nós estamos admitindo dentro da Amazônia.
 
 Para a reflexão do leitor, acrescento a esse conceito, trechos da Estratégia de Segurança Nacional da Alemanha: “Temos de convencer a América Latina a serem nossos parceiros para "governança global"...; só assim seremos capazes de criar ordem baseada em regras. Temos de intensificar o diálogo político com eles. Cooperação e Desenvolvimento Econômico devem ser melhorados e a integração de segurança levada a um novo nível. Além de ajudar a consolidar a democracia e reduzir as deficiências do Estado de direito, os nossos interesses de segurança na região estendem-se ao combate ao tráfico de drogas, tráfico de seres humanos, o terrorismo e da espionagem industrial.”
 
Vejamos também trechos da Estratégia de Matéria Prima da Alemanha: “É vital garantir que sejam fornecidos à economia da Alemanha os recursos minerais de que necessita. Isto é especialmente verdadeiro em matérias-primas industriais, um campo em que a Alemanha é altamente dependente das importações. A estratégia de matérias-primas se destina a moldar as políticas adequadas, a fim de ajudar a limitar distorções de mercado e para atenuar os seus efeitos. Ao mesmo tempo, o Governo Federal tem como objetivo colocar um quadro político, jurídico e institucional para promover uma oferta sustentável e competitiva a nível internacional de matérias-primas à indústria alemã.”
 
Dessa forma, percebemos que as questões ambientais assumem, progressivamente, extrema relevância para as relações internacionais. Indubitavelmente, os efeitos da degradação ambiental vão além dos limites territoriais dos países onde originalmente ocorrem e geram impactos negativos no âmbito regional, continental e internacional. Por essa razão, meio ambiente e soberania nacional interagem de forma interdependente.
 
 Por outro lado, devemos compreender que buscar o desenvolvimento zero é negar o progresso socioeconômico da maioria dos países do planeta e, na prática, preservar os recursos naturais para usufruto da minoria já desenvolvida e industrializada. Em outras palavras, o combate a degradação do meio ambiente não deve ser confundido com desenvolvimento zero. A preservação deve ser buscada continuamente e o desenvolvimento socioeconômico deve acompanhar essa busca. Afinal de contas, as populações ribeirinhas tradicionais da Amazônia e os diversos povos indígenas que nela vivem têm direitos às benesses do desenvolvimento, a exemplo da energia elétrica, da água potável e da internet, igualmente a qualquer cidadão de outras regiões mais desenvolvidas do planeta.
 
 Por fim, pergunto ao leitor: O que é necessário para que essa parceria não seja prejudicial à soberania brasileira, tal qual imaginou o meu colega com sua analogia?

Dilma se estrepa sentada nas baionetas


“Você pode fazer tudo com as baionetas, menos sentar-se nelas”. Esta antiga frase, dita pelo  conselheiro Talleyrand a Napoleão Bonaparte, se aplica ao momento político brasileiro. A Presidenta Dilma Rousseff fez exatamente o que não deveria ter feito, sentando-se nas baionetas e expondo-se agora ao risco de engolfar as Forças Armadas na crise político-institucional que começa a se tornar cada vez mais iminente no Brasil.

Dilma assinou decreto, o de número 8.515/2015, retirando dos comandantes das Forças Armadas importantes atribuições, entre as quais a de promoção de oficiais superiores, atribuição esta agora delegada ao ministro da Defesa, o civil Jacques Wagner. Esse decreto contraria dispositivos do decreto 6.703/2008, referente à Estratégia Nacional de Defesa.

O ministro Jacques Wagner, que estava no exterior, disse que não sabia do decreto, e o ministro interino da Defesa, o comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, alega também que desconhecia o decreto, publicado com  a sua assinatura.

Há indignação no seio das Forças Armadas e, por mais explicações que o Planalto apresente - uma delas a de que a iniciativa de mandar o decreto à assinatura presidencial foi da petista Eva Maria Chiavon, secretária-geral do Ministério da Defesa- não se acomodarão as camadas agitadas do estamento militar.

Não são poucos os que interpretam como de dupla face esse lance político da seguinte forma: A primeira é de que foi intencional esse desgaste dos comandantes militares pela cúpula petista dentro de uma estratégia de cooptação e controle das baionetas para eventual mobilização golpista de manutenção do poder, ao estilo da Venezuela. É patente, para alguns analistas, que o Partido dos Trabalhadores e seus aliados não aceitarão a perda do poder sem luta, e para isto empregarão todos os meios políticos, econômicos, sociais, militares e tecnológicos possíveis, inclusa a solicitação de apoio externo.

A segunda face é a do “balão de ensaio” para avaliar o índice de percepção e aceitação da ideologia socialista dentro das Forças Armadas, com vistas ao desencadeamento dos objetivos de socialização da América Latina estabelecidos pelo Fórum de São Paulo. “O Socialismo só entrará no Brasil se for assimilado pelas Forças Armadas”, segundo reflexão de um experiente militar.

Pelas reações ao decreto, não há clima para socialização do País nos termos desejados pelo PT, mas é clara a convicção de militares tradicionalistas que essa ousadia do PT significa sua disposição de lutar para se manter no Poder ainda que empunhando armas.
Dilma terá que recuar imediatamente, para evitar contra si a contaminação de uma área que, até aqui, vinha se portando com relativa satisfação em função do volume de recursos financeiros e investimentos gerados, com a participação de grandes empreiteiras que hoje são alvos da “Operação Lava Jato”, debaixo do guarda-chuva da Empresa Brasileira de Aeronáutica –Embraer-.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Janela de Brasília(IX)


1. O tempo seco cria inúmeros focos de incêndios no Distrito Federal, muitos deles de origem criminosa, e o Corpo de Bombeiros faz o que pode para apagar o fogo nas Áreas de Proteção Ambiental – aquelas com fauna e flora nativas mais abundantes e nascentes d água.

Mas, no cerrado em torno do Plano Piloto, os próprios moradores tentam debelar o fogo com recursos artesanais, quase sempre sem sucesso. O resultado é que um manto espesso de fumaça cobre o Plano Piloto, com manchas enormes de vegetação queimada nas cercanias. É a paisagem típica desse período em Brasília.

Enquanto as chuvas não chegam, os rios que desaguam no Lago Paranoá, bem abaixo dos seus níveis, acumulam todo tipo de lixo e detritos poluentes produzidos pelas indústrias e residências.

Seria, talvez, o caso de criação de um destacamento especial no Corpo de Bombeiros para atuar com barcos nos estuários dos córregos e rios para recolhimento do lixo acumulado, evitando-se a poluição do Lago Paranoá. Existe tecnologia específica para esse tipo de trabalho preventivo, mas, pelo que tudo indica, não existe a menor preocupação das autoridades de proteção ao meio-ambiente.

2. A situação hospitalar do Distrito Federal é de descalabro, tamanho o volume de queixas e denúncias sobre falta de condições estruturais, médicos e materiais para internação de pacientes. Hospitais em Sobradinho e Taguatinga estão com as portas fechadas por falta de recursos para socorro à população. Na áreas dos transportes e da educação, a situação não é muito diferente. O metrô andou paralisados, as linhas de ônibus congestionadas, e os passageiros à deriva. Nas escolas de ensino médio, professores são ameaçados por alunos monitorados por traficantes de drogas. Com o aumento do desemprego gerado pela crise econômica, a violência urbana está presente durante o dia e a noite em todos os locais.

3. O serviço de limpeza urbana do Distrito Federal não consegue evitar o despejo de lixo nas ruas e nas calçadas das cidades. A cidade de Itapoã, um lixão a céu aberto, estava ficando limpa, mas a equipe de limpeza parou com seu serviço e deixou de novo à vontade os porcalhões.

4. O Detran tem faturado muito cobrando multas, mas falha na prestação de  serviços à população e  continua incapaz de colocar guardas de trânsito, com missão preventiva e educativa, em certos gargalos da cidade, como, por exemplo, no Lago Sul com destino ao Aeroporto,  na própria Saída Sul e no Eixo Monumental, nos horários de pico. Quero ver guardas com apito na boca suprindo a falha dos sinais.

5. O abandono físico e funcional a que foi relegado o Teatro Nacional de Brasília, um dos projetos monumentais de Oscar Niemeyer, é de entristecer qualquer cidadão civilizado. Reflete a indigência cultural dos dirigentes e das elites  nacionais.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Pílulas do Vicente Limongi Netto

Palpiteiro
O empresário Abilio Diniz resolveu oferecer palpites na área da politica. A seu ver FHC, Lula e Temer precisam se reunir na tentativa de debelar a crise. Estranho e lamentável que o mais novo, empolgado e promissor cientista politico do planeta Terra  tenha se esquecido de convocar Sarney e Collor para também participarem da reunião. Preconceito, ressentimento, desinformação, arrogância ou apenas neurônios cansados do atribulado Abílio?
Tiro no pé
Como a tucanada avaliou que o pedido, desinteressado, claro, de FHC para Dilma renunciar, foi um colossal tiro no pé do PSDB e seguidores, surge agora o ex-presidente tentando explicar que foi mal interpretado.  Este filme é velho.  É cômodo, mesmo para gênios da raça como FHC,  pisar na bola e culpar a imprensa. Ridículo.
Barbeiro
Leio no "Painel", do dia 31,que o ministro Henrique Alves é um péssimo motorista. O pior, não respeita as leis de trânsito e gosta de correr. Tanto que já foi multado 3 vezes, apenas este ano, em Natal.  Péssimo exemplo do ministro. Das duas uma: deveria entrar na escolinha do Detran  ou andar de taxi, para não colocar em risco  vidas alheias.
Pagando favores
Não foi por falta de aviso. Na sabatina na CCJ do senado Fernando Collor alertou , com documentos, que Rodrigo Janot tem telhado de algodão. Não passa de lobo em pelo de cordeiro. Agora, depois de reconduzido como procurador-geral da Republica, Janot começou a pagar a fatura do Palácio do Planalto, arquivando pedido do ministro do TSE, Gilmar Mendes, para investigar a a gráfica VTPS Serviços Gráficos, acusada de ser empresa de fachada e haver recebido 16 milhões de reais da campanha de Dilma.

Impostos no Distrito Federal

Estava demorando para o governo Rodrigo Rollemberg colocar as mangas de fora... Descarada e cinicamente, pretendem afrontar a população anunciando aumento de impostos, como o IPTU, além de pretender criar novo imposto, cobrando pelo uso das áreas verdes  e reajustando a taxa de limpeza urbana.
Aumentar impostos é uma das muitas características das administrações incompetentes.  Durante a campanha os candidatos prometem o céu. Quando assumem a maior preocupação é infernizar a vida das pessoas, metendo a mão no bolso do cidadão já sofrido e penalizado com tantas obrigações financeiras. Trata-se, a meu ver, de uma colossal indignidade do governo Rollemberg com o brasiliense.  Outras apunhaladas estão a caminho, quem sabe. 
 
Wilson Périco (Presidente do Centro da Indústria do Amazonas) exalta educação
“Muito temos ouvido e acompanhado ultimamente sobre a situação de nosso País, e as dificuldades dessa situação para nosso Estado. Continuamos aguardando ansiosos por medidas que resgatem a confiança do cidadão brasileiro em seu Governo, que permita a esse cidadão voltar a viver, consumir, usufruir desse nosso País sem receios e sem a vergonha que todos sentimos hoje. Precisamos, mais que nunca, somarmos esforços, TODOS estarmos juntos no direcionamento dessas ações que nos ajudarão a superar esse desafio atual que estamos enfrentando. Desafios foram feitos para serem superados e esse também será, estou certo disso. Muito se fala sobre a necessidade de uma mudança drástica de conceitos e de correções, melhorias. Saúde, Segurança, Transporte, Emprego são questões importantíssimas a serem melhoradas e resolvidas, porém se quisermos mudanças verdadeiras de nossa sociedade, mudança de conceitos e valores sociais, de brasilidade, de civismo, se quisermos uma sociedade verdadeiramente melhor no futuro, EDUCAÇÃO É PRIMORDIAL! A começar pela base, nos primeiros anos de escola que no meu tempo se chamava Jardim da Infância. 
“E acreditem, TUDO O QUE EU PRECISAVA REALMENTE SABER, APRENDI NO JARDIM DA INFÂNCIA, as melhores lições sobre a vida, o que fazer como ser, eu aprendi no jardim da infância. Não foi na universidade que eu encontrei a verdadeira sabedoria e a civilidade, e sim no recreio do jardim da infância. Foi lá que aprendi a respeitar a Pátria, conceitos de civismo que carrego comigo. Foi exatamente isto que aprendi: respeitar o professor, a merendeira, compartilhar tudo, brincar dentro das regras, ninguém era mais que ninguém, não bater nos outros, colocar as coisas de volta no lugar onde as encontrei, limpar a própria sujeira, não pegar o que não era meu, pedir desculpas quando machucava alguém, lavar as mãos antes de comer, puxar a descarga do banheiro. Ser chamado a atenção era motivo de muita vergonha e nos esforçávamos para estar “dentro da linha”. Também descobri que café com leite é gostoso, que uma vida equilibrada é saudável, que respeito gera respeito, e que pensar um pouco, aprender um pouco, desenhar, pintar, dançar, planejar e trabalhar um pouco todos os dias, nos faz muito bem. Tirar uma soneca todas as tardes, tomar muito cuidado com o trânsito, segurar as mãos de alguém e ficar juntos, são boas formas de enfrentar o mundo. Prestar atenção em todas as maravilhas e lembrar da pequena semente que, um dia, plantamos em um copo de plástico. As raízes iam para baixo e as folhas iam para cima mas ninguém realmente sabia nem porquê. Mas nós somos assim, e até mesmo a pequena semente do copo de plástico, tudo morre um dia. E nós também. Tudo que você realmente precisa saber esta aí. Faça aos outros aquilo que você gostaria que eles fizessem para você. Amor, respeito, higiene básica, ecologia e política contribuem para uma vida saudável. Penso que tudo seria melhor se todos nós - o mundo inteiro - tomássemos café com leite todas as tardes e descansássemos um pouquinho abraçados a um travesseiro. Ou se tivéssemos uma política básica em nossa nação e em todas as coisas também, para sempre colocarmos as coisas de volta ao lugar onde as encontramos, limpando nossa própria sujeira. E ainda é verdade que, seja qual for a idade, - o melhor é darmos as mãos e ficarmos juntos! Tenho certeza de que muitos têm seus conceitos de cidadania oriundos dessa mesma fase da vida. Tenho certeza de que JUNTOS podemos mudar, para melhor, tudo o que vemos e vivemos hoje, não importa o cargo ou posição que ocupemos ou tenhamos ocupado, o melhor é sermos verdadeiramente reconhecidos pelo que somos, pelo nome que temos. Isso significa que fizemos ou faremos a diferença. A escolha é nossa.