sábado, 26 de abril de 2014

Gerações virais rejeitam os políticos

 
 Irão às ruas para o“não vai ter Copa”, para novos rolezinhos,
                                 para encontro dos black e dos pink  blocks com a polícia            
              
Foi lançado , no último dia 19 de abril, na II Bienal do Livro de Brasília, no stand da Livraria   Horizonte  do Saber,  a obra RUPTURAS, de autoria do jornalista e historiador, Aylê-Salassié F. Quintão, segundo o qual “nenhum candidato às próximas eleições deve contar certo com o voto das gerações conectadas em redes virais”. O livro mostra que as novas gerações, representando já 25% dos eleitores,  começam a produzir uma história própria, sem a necessidade dos políticos e até dos familiares.São rebeldes em casa e, fora, insensíveis às propagandas e conchavos partidários”.
 
Nem por isso estão ausentes das discussões políticas. Mas, constituem uma comunidade exclusiva, caracterizada pela  conectividade, e que se reúne no que o autor chamou de Parlamento Digital (Cap IV), um espaço aberto, virtual, movido pela telefonia móvel, movimentando-se como um polvo   nas ruas, nas escolas, em casa, nos estacionamentos, onde tiver internautas.
 
Discutem  os interesses pontuais dos cidadãos, puxados por hastags (#) ou palavras chaves, reproduzidas em discussões virais por meio das tecnologias e aplicativos da internet e até  dos jogos. É esse Parlamento que promove as manifestações de rua pelas redução das tarifas dos ônibus, pelo o Não vai ter Copa”, os rolezinhos nos shoppings, o encontro dos back block com a polícia, dos  pink blocks e outras mobilizações
 
Embora defendam intransigentemente a democracia, os internautas não acreditam nas boa intenções dos políticos, federais ou locais, na isenção dos ministros , desembargadores e juízes, na segurança policial e vêm como ridículas e total desconfiança as campanhas de publicidade afirmativas   dos governos, constata o autor de RUPTURAS. Assim, nas próximas eleições, os políticos vão se ver diante de um grande dilema: atrair essa faixa  representada por, pelo menos, 30 milhões de  internautas interligados eletronicamente abrindo discussões em praças públicas sobre problemas de transportes, da saúde , da escola, do emprego e da violência.
 
Descompromisso com Brasília 
 
Sem que se perceba claramente, as redes de jovens conectados   expandem-se também  no DF – 300 mil internautas. Uma das suas características é a falta de compromisso com a cidade, com a sua história, com as ideologias com as lideranças .  Essas gerações (X,Y, W),  também chamadas pelo autor de galácticos (Cap. II),por transitarem em espaços fora da órbita das discussões locais, não cultivam uma identidade formal e de raiz com a Capital Federal – são desprovincializados – e vêm a cidade já quase  como um objeto estudos arqueológicos .  
 
RUPTURAS  discute ainda a formação da juventude brasiliense (Cap III), destacando a influência, nesses 50 anos , de duas lideranças marcantes: Honestino Guimarães, lider político estudantil , ex-presidente da Federação Nacional dos Estudantes da UnB (FEUB) e da União Nacional dos Estudantes (UNE), preso e desaparecido na ditatura; e Renato Russo, líder punk, conhecido nacionalmente,  que impulsionou a formação de grupos punks e de rock em Brasília. Ambos gritavam indignados: “Que país é esse!”, e milhares de jovens iam para as ruas.  
 
               Destruição criativa: Vamos reescrever  RUPTURAS!
            Contatos: ayleq@yahoo.com .br , editoraotimismo@gmail.com tels: (61) 34682509   (61) 33860459

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